O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a protagonizar um episódio típico de sua atuação política: muito barulho nas redes sociais e quase nada de relevância no Parlamento. Em mais uma cena de autopromoção digital, o bolsonarista decidiu opinar sobre os atributos físicos do comunicador Jones Manoel, revelando, no mínimo, uma estranha obsessão pelo influenciador.
A primeira manifestação dessa fixação surgiu na quinta-feira (23), quando Nikolas respondeu a uma publicação no X (antigo Twitter) e classificou o peitoral de Jones Manoel como “feio”. A resposta provocou reação imediata: “VAGABUNDO, por que você não vai trabalhar em vez de ficar no Twitter conversando merda e falando do meu peitoral? Esse animal ganha 45 mil por mês para ficar twittando”, rebateu Jones. Mesmo assim, Nikolas insistiu no tema e voltou a mencionar o físico do militante comunista.
O episódio sintetiza o perfil do parlamentar mineiro: presença constante nas redes e atuação pífia e constrangedora na função para a qual foi eleito. Enquanto o país enfrenta desafios sociais e econômicos complexos, Nikolas Ferreira desperdiça o mandato em disputas virtuais de vaidade e provocações superficiais. Ao invés de propor leis ou participar de debates sérios, o deputado prefere se envolver em discussões sobre masculinidade e aparência física.
A troca de ofensas veio na esteira de outra polêmica. No início da semana, o líder do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, atacou Nikolas Ferreira em termos homofóbicos, chamando-o de “afeminado” e “franga”. A motivação: um comentário de Nikolas em apoio ao cantor Poze do Rodo, durante depoimento na CPI da Alerj que investiga a relação de facções criminosas com seguros de automóveis.
O comportamento do parlamentar nas redes reforça um padrão: uma atuação puramente midiática, que busca engajamento por meio de polêmicas, enquanto sua contribuição legislativa segue irrelevante. Em vez de exercer o mandato com responsabilidade, Nikolas Ferreira prefere o espetáculo, um personagem digital em busca de curtidas, distante da seriedade que o cargo exige.