Denúncia em quartel de Maceió expõe abuso sexual e agressões

Soldados acionam o Ministério Público após agressões no 59º BIMtz

Dois soldados denunciaram casos de violência e abuso sexual ocorridos em 2025 no 59º Batalhão de Infantaria Motorizado, em Maceió. As denúncias, enviadas ao MPF e MPM, envolvem agressões em uma câmara fria e importunação sexual gravada em vídeo. As vítimas sofrem abalos psicológicos, enquanto o Exército afirma ter punido e desligado os envolvidos.

O que aconteceu

Dois militares relataram episódios distintos de abusos dentro da unidade militar em Maceió. O primeiro caso ocorreu em junho de 2025, quando um soldado foi forçado a entrar em uma câmara fria, onde foi despido e agredido sob baixas temperaturas. O segundo incidente, em setembro do mesmo ano, envolveu abuso sexual e exposição. O soldado Pablo Vince, de 20 anos, foi alvo de um colega que encostou o órgão genital em seu rosto enquanto ele dormia; a ação foi filmada e compartilhada entre outros militares.

De acordo com as vítimas:

A defesa dos soldados busca a abertura de um Inquérito Policial Militar (IPM) para garantir a responsabilização criminal. Em resposta, o 59º Batalhão de Infantaria Motorizado informou que instaurou sindicâncias na época dos fatos. Segundo a nota oficial, a apuração resultou na prisão disciplinar e licenciamento de cinco militares em dezembro de 2025, além da desincorporação de outros dois envolvidos.

O Exército reiterou que não tolera condutas que firam a dignidade humana, enquanto o Ministério Público Federal analisa o material recebido para providências legais.