Delegados da Polícia Federal anunciam paralisação nacional de 82 horas

Apenas operações consideradas essenciais serão mantidas durante o período.

Delegados da Polícia Federal aprovaram a realização de uma paralisação nacional de 82 horas, prevista para ocorrer entre quarta-feira (25) e sábado (28). A mobilização coincide com o aniversário de 82 anos da instituição e deve impactar diversas atividades em todo o país.

Apenas operações consideradas essenciais serão mantidas durante o período.

Quais serviços da Polícia Federal continuarão funcionando?

Mesmo com a paralisação, algumas atividades estratégicas da Polícia Federal seguirão em funcionamento. Entre elas:

As demais ações operacionais serão suspensas temporariamente, como forma de pressionar o governo por mudanças estruturais e melhores condições de trabalho.

Delegados defendem criação de fundo contra o crime organizado

Um dos principais pontos da mobilização é a criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (Funcoc). A proposta prevê que recursos apreendidos de atividades ilícitas sejam revertidos para fortalecer:

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal defende que a medida não geraria custos adicionais ao Estado.

“A proposta amplia a capacidade operacional das instituições sem impactar o orçamento público”, destacou a entidade.

Salários e estrutura também estão entre as principais queixas

Além da criação do fundo, os delegados também reivindicam mudanças na política salarial. Segundo a categoria, a Polícia Federal é o único órgão que opera exclusivamente por subsídio, sem benefícios adicionais comuns em outras carreiras públicas.

Outro ponto levantado pela associação é o alto volume financeiro movimentado pelo crime organizado no Brasil. De acordo com a ADPF, essas atividades ilegais geram cerca de R$ 348 bilhões por ano, o que reforça a necessidade de ampliar os investimentos no combate ao crime.

Impacto da paralisação da Polícia Federal

A paralisação nacional pode afetar diretamente investigações e operações não emergenciais, chamando a atenção para demandas históricas da categoria. O movimento busca não apenas melhorias internas, mas também o fortalecimento das estratégias de combate ao crime organizado no Brasil.