De Gripen à habitação: semana de Lula combina tecnologia, indústria e políticas sociais

Indústria e infraestrutura ganham impulso com novos investimentos e Saúde e indústria farmacêutica avançam com produção nacional

A agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi marcada, nesta semana, por avanços estratégicos nas áreas de defesa, tecnologia, indústria, saúde e inclusão social. O principal destaque foi a apresentação do primeiro caça supersônico produzido no Brasil, o F-39E Gripen, consolidando um novo patamar de autonomia tecnológica nacional.

O modelo, desenvolvido pela Saab em parceria com a Embraer, foi exibido na quarta-feira (25), no Aeródromo de Gavião Peixoto (SP). A entrega integra o programa Caça FX-2, que prevê investimentos de R$ 28,5 bilhões até 2033 — sendo R$ 10,5 bilhões dentro do Novo PAC. Além da aquisição das aeronaves, o projeto inclui transferência de tecnologia, fortalecendo a indústria de defesa e a capacidade produtiva brasileira.

Ao comentar o momento, Lula destacou o simbolismo da conquista. Em publicação nas redes sociais, afirmou que o voo escoltado pelo Gripen representa um país que investe em tecnologia, acredita em si mesmo e reafirma sua soberania.

Indústria e infraestrutura ganham impulso com novos investimentos

A agenda presidencial também priorizou a retomada industrial e obras de infraestrutura. Em Araraquara (SP), Lula visitou uma nova fábrica de equipamentos ferroviários, que deve iniciar ainda em 2026 a produção de trilhos, vagões e trens, fortalecendo o setor logístico nacional.

Na mesma ocasião, foram assinados contratos de financiamento do BNDES que somam R$ 5,6 bilhões, destinados a projetos de mobilidade urbana no estado de São Paulo.

Já em Anápolis (GO), o presidente participou da reinauguração da montadora Caoa, que lançou uma nova linha de produção em parceria com a chinesa Changan. O empreendimento amplia a capacidade produtiva do país e incorpora tecnologias voltadas à produção de veículos flex e elétricos.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, ressaltou o papel das políticas públicas no fortalecimento da indústria brasileira, destacando a inovação como eixo central da nova política industrial.

Saúde e indústria farmacêutica avançam com produção nacional

Ainda em Goiás, Lula visitou a fábrica da Brainfarma, que passará a produzir o princípio ativo do medicamento Buscopan. Com isso, o Brasil se tornará o primeiro país da América Latina a fabricar o insumo, reduzindo a dependência externa.

O projeto recebeu mais de R$ 250 milhões em investimentos financiados pelo BNDES e integra a política da Nova Indústria Brasil, dentro do Complexo Industrial da Saúde.

O presidente também anunciou R$ 30 milhões para a ampliação do Hospital Universitário de São Carlos (SP), reforçando a estrutura do sistema público de saúde. Segundo Lula, investimentos na área são prioritários por impactarem diretamente a vida da população.

Habitação e inclusão social: mais de 2 mil moradias entregues

No campo social, o programa Minha Casa, Minha Vida entregou mais de 2.200 unidades habitacionais nos estados do Pará, Bahia e Alagoas, beneficiando famílias de baixa renda.

O governo federal também avançou na ampliação do acesso ao programa, com a aprovação de novas regras pelo Conselho Curador do FGTS, facilitando o financiamento habitacional.

Segurança pública e combate ao crime organizado

Outro destaque da semana foi a sanção da chamada Lei Antifacção, que estabelece um novo marco legal no combate ao crime organizado. A legislação prevê punições mais rigorosas para organizações criminosas ultraviolentas, incluindo milícias e grupos paramilitares.

Apoio à agricultura familiar e regularização fundiária

Encerrando a semana, o governo anunciou medidas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar e à regularização fundiária. Entre as ações estão mudanças no programa Garantia Safra, apoio direto a pequenos produtores e a entrega de títulos para comunidades quilombolas.

As iniciativas reforçam a estratégia de inclusão produtiva no campo e o desenvolvimento sustentável em regiões historicamente vulneráveis.