Datafolha: a reação do presidente do PT ao empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro

Edinho Silva fala em “fotografia do momento” diante da pesquisa do Datafolha

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, reagiu aos resultados da nova pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (11), que aponta vantagem numérica de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno das eleições de 2026. Segundo o levantamento, o senador aparece com 46% das intenções de voto, contra 45% de Lula — cenário de empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

Em sua avaliação, Edinho classificou o resultado como uma “fotografia do momento” e atribuiu o desempenho do adversário ao crescimento do chamado “sentimento antissistema”, impulsionado por denúncias de corrupção que têm dominado o noticiário recente. De acordo com o dirigente petista, esse ambiente tende a direcionar a insatisfação popular ao governo federal e às instituições, impactando diretamente a imagem de Lula por sua posição de liderança nacional.

A análise de Edinho já vinha sendo defendida anteriormente. Na sexta-feira (10), durante uma plenária em Alagoas, ele afirmou que investigações envolvendo o banco Master e o INSS estariam sendo politicamente atribuídas ao governo, mesmo quando, segundo ele, partem de iniciativas do próprio Executivo. Para o dirigente, parte da população ainda não percebe essa distinção.

Diante do cenário, o presidente do PT afirmou que a estratégia do partido será reforçar a narrativa de que Lula atua ativamente no combate às irregularidades. Segundo Edinho, é fundamental comunicar à sociedade que o presidente “está patrocinando a apuração” das denúncias, transformando esse movimento em ativo político para a campanha.

O levantamento do Datafolha também trouxe outros cenários de segundo turno. Lula aparece com 45% contra 42% tanto do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), quanto do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Os números indicam um ambiente eleitoral competitivo e aumentam a pressão sobre a estratégia petista na fase pré-eleitoral.

A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em 137 cidades brasileiras entre os dias 7 e 9 de abril. Em comparação com o levantamento anterior, realizado em março, houve mudança relevante: Lula tinha 46% contra 43% de Flávio Bolsonaro, o que evidencia uma oscilação dentro do cenário ainda indefinido da disputa presidencial.

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