As buscas pelos irmãos Ágata Isabelle e Allan Michael, desaparecidos em Bacabal (MA), chegam ao 9º dia com mais de 600 pessoas envolvidas, incluindo policiais, bombeiros, Exército e voluntários. Roupas infantis encontradas reforçam pistas, e operações usam drones, aeronaves e cães farejadores.
O que aconteceu
A procura pelas crianças Ágata Isabelle e Allan Michael, desaparecidas em Bacabal, Maranhão, já dura nove dias. A operação é uma das maiores do estado envolvendo polícia, Exército, prefeitura e voluntários. Policiais de folga se uniram às equipes, enquanto a população local auxilia a pé, a cavalo e de moto.
As buscas ocorrem em áreas de difícil acesso, com mata densa, vegetação espinhosa, cursos d’água e terrenos acidentados. Bases de apoio foram montadas nos povoados São Sebastião dos Pretos e Santa Rosa, com tendas, alimentação e ambulâncias.
Tecnologia auxilia as operações: drones com sensores térmicos, duas aeronaves do Centro Tático Aéreo e cães farejadores buscam sinais de vida, inclusive à noite. Mais de 600 pessoas participam ativamente, incluindo equipes de inteligência, perícia, bombeiros, Guarda Municipal e voluntários.
Roupas infantis encontradas em matas próximas a um lago reforçam pistas sobre o paradeiro dos irmãos, com base nos relatos do menino Anderson Kauã, de 8 anos, que foi localizado com vida e pode indicar onde os primos foram deixados. A Polícia Civil realiza investigações com apoio do Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes, com psicólogos e assistentes sociais acompanhando familiares e realizando perícias.
A mobilização da comunidade é intensa, com moradores guiando equipes por trilhas, embarcações percorrendo rios e voluntários de regiões próximas somando esforços. Apesar da angústia, a família mantém esperança de encontrar as crianças com vida, enquanto a operação segue totalmente mobilizada e com recursos tecnológicos e humanos robustos.