O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a dívida de R$ 3,6 bilhões denunciada pela atual gestão da Prefeitura da capital, vereador Dudu Borges (PT), informou que solicitou à Fundação Municipal de Saúde (FMS) a folha de pagamento e os dados de custeio da pasta. A documentação é considerada essencial para aprofundar as investigações sobre o rombo financeiro na Prefeitura de Teresina, que já passa de R$ 109 milhões apenas na área da saúde.
A chamada "CPI do Rombo" foi instaurada na Câmara Municipal para apurar a origem e os responsáveis pela dívida bilionária deixada nas contas do município. A presidente da FMS, Leopoldina Cipriano, já prestou esclarecimentos à comissão.
Segundo Dudu Borges, Leopoldina afirmou que parte das dívidas ainda está em auditoria interna e que muitos fornecedores não apresentaram documentos que comprovem a prestação dos serviços ou a entrega de materiais.
“Solicitamos oficialmente os dados da FMS e estamos aguardando as informações. Queremos analisar esses R$ 109 milhões e entender como os pagamentos estão sendo feitos”, explicou o vereador.
Durante a oitiva realizada no dia 17 de setembro, Leopoldina confirmou que a dívida da FMS ultrapassa R$ 109 milhões. Ela relatou que prestadores de serviço têm procurado a Fundação cobrando pagamentos, mas muitos não apresentam documentação que comprove os débitos.
A CPI aguarda o envio das informações para seguir com a análise das contas e apurar possíveis irregularidades na gestão da saúde municipal.