O texto a seguir relata acontecimentos de extrema violência e expõe situações profundamente perturbadoras. Trata-se de uma narrativa que envolve atos brutais e circunstâncias dramáticas. Recomenda-se que a leitura prossiga apenas com a consciência de que os fatos descritos refletem a face mais cruel das relações humanas e podem causar forte impacto emocional.
Washington Ramos Brito, de 31 anos, foi encontrado morto na madrugada deste sábado (28), no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros II, na zona oeste de São Paulo. Ele estava preso desde o dia 25 de fevereiro, suspeito de matar a própria mãe, Angelina Maria Ramos, de 58 anos, no Campo Limpo, zona sul da capital.
De acordo com informações do boletim de ocorrência e da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), dois detentos assumiram a autoria do crime dentro da unidade prisional. Eles foram encaminhados ao 91º Distrito Policial (Ceasa), onde prestaram depoimento. A Polícia Penal instaurou Procedimento de Apuração Preliminar para investigar as circunstâncias do homicídio, e a cela foi isolada para perícia.
Washington havia sido preso em flagrante após a morte da mãe, ocorrida na residência da família, na rua José Maria Pinto Zilli, na região do Campo Limpo. O corpo da diarista foi encontrado pelo outro filho, Renan Ramos Brito, que relatou à polícia ter sido informado por vizinhos sobre uma discussão entre a vítima e Washington na noite anterior. Segundo o registro policial, a mulher apresentava sinais de estrangulamento.
Após o crime, Washington se dirigiu ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no centro da capital, onde confessou o assassinato. Ele afirmou que discutiu com a mãe e que a agressão ocorreu após um desentendimento dentro de casa. Policiais civis estranharam seu comportamento na portaria do prédio e, ao abordá-lo, ouviram a confissão.
Com passagem anterior por tráfico de drogas, Washington foi transferido para o CDP de Pinheiros II, unidade que abriga presos acusados de crimes como feminicídio e delitos sexuais, além de policiais e ex-policiais. Três dias após dar entrada no sistema prisional, ele foi morto dentro da unidade. O caso segue sob investigação.
Na madrugada deste sábado, policiais penais flagraram um dos presos da cadeia segurando apenas a cabeça de Washington Ramos.
Ainda de acordo com o registro policial, o autor da decapitação foi Rodrigo Galvão dos Santos, que contou com a ajuda do detento Jose Welington Matos Vitorino. Os dois usaram uma lâmina de barbear para decapitar o rapaz, assim como realizaram um corte no abdômen dele e removeram os órgãos internos, colocando-os em uma embalagem. As orelhas de Brito também foram cortadas.
Questionados, os dois detentos confessaram o crime e afirmaram que a motivação teria sido o fato de Brito ter matado a própria mãe por causa de um pão, sendo que nenhum dos dois tinham mães e acabaram se comovendo com o ocorrido, resultando na morte violenta do homem.
A cela foi preservada e isolada para passar por uma perícia técnica. Os dois suspeitos foram levados para o 91° Distrito Policial, onde prestaram depoimento, mantiveram a confissão e passaram por exame de corpo delito.