O padre Júlio César Agripino, de 38 anos, morreu na noite de sexta-feira (5/12) após ser encontrado desacordado na Casa Paroquial de Carmo do Rio Claro, no Sul de Minas. Ele não compareceu à missa das 19h, o que levou funcionários a procurá-lo e acionar o Samu, que o encaminhou ao hospital, onde a morte foi confirmada por infarto.
O QUE ACONTECEU
A comunidade de Carmo do Rio Claro, no Sul de Minas Gerais, vive um momento de profunda comoção após a morte repentina do padre Júlio César Agripino, de 38 anos. Pároco da Igreja Nossa Senhora do Carmo desde 2022 e conhecido pela pontualidade e pelo acolhimento, o religioso não compareceu à missa das 19h desta sexta-feira (5/12), fato que causou estranhamento entre funcionários e fiéis.
Diante da ausência incomum, membros da paróquia foram até a Casa Paroquial e encontraram o sacerdote desacordado em seu quarto. O Samu foi acionado imediatamente, e Júlio César foi levado ao Hospital São Vicente de Paulo. Ele não resistiu. A morte foi atribuída a um infarto.
Na manhã deste sábado (6/12), três missas de corpo presente reuniram grande número de fiéis na Igreja Matriz. Um cortejo acompanhou o traslado do corpo até a saída da cidade, de onde seguiu para Guaxupé, sua terra natal, onde ocorreu o sepultamento no cemitério municipal.
A paróquia destacou que o padre era conhecido pela simplicidade, pela proximidade com as famílias e pelo cuidado especial com pessoas vulneráveis. Em nota oficial, afirmou que sua vida foi “um testemunho de fé e amor pela Igreja”. A prefeitura também lamentou a perda, afirmando que o sacerdote “deixa um vazio na comunidade”.
Ativo nas redes sociais, Júlio César reunia mais de nove mil seguidores, aos quais compartilhava reflexões, mensagens de esperança, transmissões de missa e registros de atividades comunitárias. Há poucas semanas, havia retornado de uma peregrinação a Roma, cujas fotos publicou com entusiasmo.
A morte inesperada do sacerdote, que recentemente afirmara em homilia que “todo cristão deve manter a mala pronta para a partida definitiva”, deixou a cidade profundamente abalada. Fiéis, amigos e moradores expressam desde ontem homenagens e depoimentos emocionados pela trajetória do padre Júlio César Agripino.