A desistência de Cleitinho (Republicanos) da disputa pelo governo de Minas Gerais reabriu completamente o cenário eleitoral do estado. Líder isolado nas pesquisas de intenção de voto, o senador anunciou sua saída da corrida nesta segunda-feira (3/8) [03 de agosto de 2026].
A mudança repentina, às vésperas da campanha oficial, acionou o alerta na direita e na esquerda. Ambos os lados buscam atrair o enorme potencial eleitoral do parlamentar.
O Impacto da Saída de Cleitinho nas Pesquisas em Minas Gerais
Diferente do que muitos previam, as pesquisas mais recentes indicam que nenhum candidato herda automaticamente os votos de Cleitinho. A corrida ao governo de Minas agora fica fragmentada, elevando o número de eleitores indecisos.O principal desafio dos partidos será conquistar o eleitor que praticava o "voto cruzado", combinando o apoio ao senador de direita com pautas progressistas
Alexandre Kalil Lidera Cenário Sem Cleitinho
O ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT), que mantinha o segundo lugar nos levantamentos, assume a liderança isolada nos cenários sem o senador. De acordo com o instituto Genial/Quaest, Kalil chega a ganhar até 5 pontos percentuais dependendo da sondagem.
Comparativo: Intenções de Voto Com e Sem Cleitinho
Os números do instituto Real Time Big Data detalham como a saída do líder muda o tabuleiro político mineiro:
Cenário Principal (Com Cleitinho)
- Cleitinho (Republicanos): 36%
- Alexandre Kalil (PDT): 15%
- Patrus Ananias (PT): 14%
- Mateus Simões (PSD): 10%
- Gabriel Azevedo (MDB): 7%
Cenário Alternativo (Sem Cleitinho)
- Alexandre Kalil (PDT): 20%
- Patrus Ananias (PT): 17%
- Marcelo Aro (PP): 15%
- Mateus Simões (PSD): 10%
- Gabriel Azevedo (MDB): 8%
Quem Ganha e Quem Perde com a Mudança no Tabuleiro Político?
A reviravolta nas eleições de Minas Gerais gerou novos favoritos e reorganizou as alianças partidárias.
Os Beneficiados: Marcelo Aro e Patrus Ananias
- Marcelo Aro (PP): O ex-secretário do governo Zema salta para 15% sem Cleitinho. Ele desponta como o principal cotado para receber o apoio oficial do Republicanos e do PL, tornando-se o palanque mineiro para o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).
- Patrus Ananias (PT): Cleitinho pontuava bem entre eleitores de esquerda por apoiar pautas como o fim da escala 6x1. Pesquisas internas indicam um potencial de 30% de voto cruzado entre Lula e Cleitinho. Patrus tentará herdar essa fatia para encostar nos índices de Lula em Minas.
Os Prejudicados: Mateus Simões
- Mateus Simões (PSD): O atual governador é o maior prejudicado. Simões planejava ter Marcelo Aro como candidato ao Senado em sua chapa, com o apoio do PP e União Brasil. Agora, ganha um concorrente direto de peso e estaciona nos 10%, sem absorver os votos de Cleitinho de imediato.
Já Gabriel Azevedo (MDB) apresenta um crescimento sutil, oscilando de 4% para 6% no levantamento da Quaest nos cenários sem o senador.