Cláudio Castro, teu nome é incompetência! Aprenda com a Bené!

Benedita da Silva, governadora do RJ, realizou no mesmo território uma operação decisiva: prendeu Fernandinho Beira-Mar e Elias Maluco, lideranças da maior expressão no tráfico de drogas

A megaoperação realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, foi anunciada como uma das maiores ações de segurança da história recente do estado. O alvo, segundo o próprio governo, era Edgar Alves Andrade, o “Doca da Penha” ou “Urso”, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho. Com 2.500 agentes mobilizados, viaturas blindadas, sobrevoos de helicópteros e monitoramento por drones, esperava-se um desfecho claro: a captura do alvo.

Mas o resultado apresentado é outro, dramático e revelador. Doca da Penha não foi preso. Por outro lado, mais de 120 pessoas foram mortas. Uma operação que se anuncia como estratégia de inteligência terminou como demonstração de força bruta. O estado chega, dispara, mata — e sai — sem apresentar respostas. A população continua exposta, as facções continuam ativas e as comunidades seguem atravessadas pelo medo.

A comparação histórica expõe ainda mais o fracasso político e operacional da atual gestão. Benedita da Silva, governadora do Rio de Janeiro por apenas nove meses, realizou no mesmo território uma operação decisiva: prendeu Fernandinho Beira-Mar e Elias Maluco, lideranças de igual ou maior expressão no tráfico de drogas. E fez isso sem chacinas, sem execuções, sem transformar o Alemão em cenário de guerra urbana. A polícia, sob sua condução, prendeu — não exterminou. Foi uma ação de Estado, não um espetáculo de violência.

Há, nesse contraste, um divisor claro entre projetos de poder. Enquanto setores da extrema direita insistem na lógica do inimigo interno, da punição pela eliminação, da política como guerra, há quem defenda que segurança pública se faz com inteligência, planejamento e responsabilidade institucional. Benedita da Silva foi a única governante recente do Rio de Janeiro que não foi cassada, presa, nem responde por escândalos de corrupção. Estranhamente, é também a única que não transformou a polícia em ferramenta de terror político.

O discurso de Cláudio Castro promete combater o crime. A prática, porém, aponta para outra direção: reforçar a política da morte, ampliar o controle territorial armado, e produzir cadáveres — especialmente entre os mesmos de sempre: negros, pobres e periféricos. O alvo não foi alcançado, mas a mensagem está dada. Para este governo, vidas faveladas são descartáveis.

No fim, o que se viu na Penha e no Alemão não foi uma operação de segurança. Foi uma declaração de fracasso. E o fracasso tem nome.