A forma de fazer jornalismo mudou com a popularização dos smartphones. Se antes a imprensa era a primeira a chegar ao local de um acontecimento para registrar imagens, colher informações e entrevistar testemunhas, hoje esse papel muitas vezes começa nas mãos da própria população. Com celulares capazes de gravar vídeos em alta qualidade e transmitir imagens em tempo real, cidadãos passaram a documentar fatos antes mesmo da chegada das equipes de reportagem.
Um episódio ocorrido na última quinta-feira (16) ilustra bem essa transformação. Um helicóptero precisou fazer um pouso forçado no povoado Canastra, na zona rural de José de Freitas, no Piauí, mobilizando moradores e equipes de imprensa.
A Rede Clube enviou a jornalista Thracy Oliveira para realizar a cobertura do incidente. No entanto, ao chegar ao local, a repórter viveu uma situação inusitada que chamou a atenção nas redes sociais.
Antes mesmo de iniciar seu trabalho, Thracy Oliveira foi abordada por uma moradora da região que, com o celular na mão, passou a entrevistá-la de forma espontânea. A cena simboliza a nova dinâmica da comunicação: enquanto a jornalista se preparava para registrar o acontecimento, ela própria se tornou personagem da cobertura feita por uma cidadã.
O momento descontraído evidencia como a tecnologia transformou a relação entre imprensa e público. Hoje, moradores registram acontecimentos em tempo real, produzem conteúdo e, muitas vezes, oferecem os primeiros relatos de fatos que depois serão aprofundados pelos profissionais de comunicação.
Veja o vídeo: