Cassia Kis acusada de transfobia em shopping no Rio

Atriz enfrenta acusações após incidente no BarraShopping

A atriz Cassia Kis foi acusada de transfobia por Roberta Santana, funcionária de um shopping na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O incidente ocorreu no banheiro feminino do centro comercial, e a funcionária registrou a discussão em vídeo, que foi posteriormente compartilhado nas redes sociais. Roberta Santana denunciou o que considerou um crime de ódio contra sua identidade de gênero.

No vídeo, Cassia Kis é vista de costas enquanto Roberta, também atriz, a questiona sobre uma suposta proibição de utilizar o banheiro. Roberta declarou em uma postagem no Instagram: "Nunca me senti tão constrangida em toda minha vida". Ela expressou vergonha por ter sido vítima de violência onde trabalha diariamente.

Roberta Santana afirmou estar sofrendo transfobia dentro do BarraShopping e citou a atriz como sendo transfóbica ao alegar que ela não poderia estar ali. "Eu tenho documento e, mesmo se não tivesse, eu sou uma mulher trans", reforçou Roberta no vídeo. O embate se intensificou com Roberta afirmando seu direito legal de usar o banheiro feminino: "É o banheiro feminino. Eu não vou ao banheiro dos homens".

O relato aponta que a discussão começou na fila do banheiro, quando Cassia Kis supostamente iniciou ataques verbais após a entrada da funcionária no local. Roberta relatou ter ouvido ofensas e questionamentos sobre sua presença, o que a levou a confrontar a atriz. "O Brasil está perdido porque tem 'homem' no banheiro", teria dito Cassia, segundo Roberta.

Ainda segundo a funcionária, não há placas no banheiro limitando o acesso de pessoas trans. "Nunca me senti tão constrangida em toda minha vida", repetiu em sua declaração pública, lembrando momentos de conflito verbal e questionamentos sobre sua identidade.

A assessoria de Cassia Kis não emitiu comunicado oficial sobre as acusações. A atriz tem histórico de confrontos com a comunidade LGBTQIA+ e enfrentou um processo por homofobia em 2024, que foi arquivado e movido para a esfera cível. Cassia já havia se envolvido em polêmicas anteriores discutidas em entrevista à jornalista Leda Nagle, onde o Grupo Arco-Íris pediu investigação contra ela.

Roberta Santana mencionou que pretende buscar assistência legal para tratar do ocorrido. No Brasil, desde 2019, homofobia e transfobia são crimes equiparados ao racismo. O caso evidencia os desafios enfrentados por pessoas trans em espaços públicos e reafirma a importância de combater discriminações.