Caso cão Orelha: homens são indiciados por coação em SC

Polícia Civil investiga adultos que teriam pressionado testemunha no crime contra o mascote da Praia Brava

Três adultos, um advogado e dois empresários, foram indiciados pela Polícia Civil de Santa Catarina por coação no caso da morte do cão Orelha, mascote da Praia Brava em Florianópolis. Eles são familiares dos adolescentes suspeitos de agredir o animal em janeiro e teriam tentado intimidar uma testemunha da investigação.

O que aconteceu

A Polícia Civil de SC indiciou três adultos pelo crime de coação no caso do cão Orelha. Segundo a investigação, os indiciados, pais e tio dos adolescentes suspeitos, teriam pressionado um vigilante que possuía uma foto considerada relevante para o inquérito. Por medida de segurança, ele foi afastado de suas funções.

O crime de coação ocorre quando há ameaça ou agressão a pessoas ligadas a um processo, visando influenciar seu resultado. Até agora, 22 pessoas foram ouvidas, e mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas. Não houve autorização judicial para apreensão de aparelhos eletrônicos dos adultos.

O cão Orelha foi agredido em 4 de janeiro, mas a polícia foi notificada apenas em 16 do mesmo mês. Sem registros diretos do ataque, a investigação se apoiou em depoimentos e registros de outros episódios na região para identificar os suspeitos. O cachorro foi encontrado ferido, levado a uma clínica veterinária e precisou ser eutanasiado em 5 de janeiro. Exames confirmaram golpes na cabeça com objeto contundente, sem ponta ou lâmina, que não foi localizado.

Orelha, conhecido e querido pela comunidade da Praia Brava, tinha cerca de 10 anos e era cuidado por moradores locais. Moradores e veterinários destacaram seu comportamento dócil e sua presença constante na rotina da região, sendo muito amado por moradores e turistas.