A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) intensificou as investigações sobre o chamado Caso Orelha, que ganhou repercussão nacional após a morte de um cão comunitário em Florianópolis. Em um novo desdobramento, agentes chegaram a cumprir mandados de busca e apreensão em São Paulo contra pessoas que divulgaram informações sobre o episódio nas redes sociais.
O que aconteceu no Caso Orelha
O caso remonta à madrugada de 4 de janeiro de 2026, quando o cão comunitário conhecido como Orelha foi brutalmente agredido na Praia Brava, em Florianópolis. O animal não resistiu aos ferimentos e morreu dias depois.
A investigação identificou quatro adolescentes como suspeitos das agressões, e houve pedidos de internação no decorrer do processo.
Polícia cumpre mandados contra divulgadores
De acordo com informações apuradas em abril de 2026, a PCSC realizou diligências fora de Santa Catarina, incluindo ações em São Paulo, com foco em pessoas que teriam:
- divulgado detalhes do caso nas redes sociais;
- exposto possíveis ligações familiares dos envolvidos;
- promovido campanhas públicas cobrando justiça.
A medida gerou forte repercussão, principalmente entre influenciadores e ativistas da causa animal, que passaram a questionar os limites da atuação policial.
Controvérsias e suspeitas de coação
Durante a investigação, surgiram indícios de tentativas de coação a testemunhas, supostamente praticadas por familiares dos adolescentes investigados. Esse ponto passou a ser considerado central para o andamento do caso.
Ao mesmo tempo, a própria condução da apuração entrou na mira das autoridades.
Ministério Público investiga atuação da polícia
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) abriu um procedimento para investigar possíveis irregularidades na atuação da Polícia Civil, à época sob comando do ex-delegado-geral Ulisses Gabriel.
Entre os pontos analisados estão:
- suposto abuso de autoridade;
- possíveis vazamentos de informações sigilosas;
- condução das diligências envolvendo terceiros.
Defesa critica ações e aponta desproporcionalidade
Advogados ligados ao caso classificaram as medidas contra quem divulgou o episódio como desproporcionais. Segundo a defesa, a atuação da polícia pode ter extrapolado os limites legais ao atingir pessoas que apenas repercutiram o crime ou cobraram providências públicas.
Caso Orelha segue com forte repercussão
O Caso Orelha permanece como um dos episódios mais debatidos de 2026 envolvendo violência contra animais, atuação policial e liberdade de expressão nas redes sociais. A investigação continua em andamento, com desdobramentos que envolvem tanto os suspeitos das agressões quanto a própria conduta das autoridades responsáveis pelo caso.