Câmara pode votar isenção do IR até R$ 5 mil na quarta-feira

Após desgaste com PEC da Blindagem, deputados aceleram negociações sobre o IR

A Câmara dos Deputados vota nesta quarta-feira, 1º de outubro, o projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). A proposta prevê isenção total para quem recebe até R$ 5 mil por mês e cria uma faixa de desconto parcial para rendas entre R$ 5.001 e R$ 7.350 mensais.

A medida é uma das promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Embora o projeto tenha sido enviado ao Congresso em março, a votação ocorre após quase seis meses de tramitação. Mesmo assim, já há consenso entre os parlamentares pela aprovação da proposta.

Compensação da perda de arrecadação

Para compensar a renúncia fiscal estimada em R$ 27 bilhões por ano, o projeto — relatado pelo presidente da Câmara, Artur Lira (PP-AL) — prevê o aumento da carga tributária para os contribuintes de alta renda.

A proposta estabelece a criação de uma tributação mínima para rendimentos anuais superiores a R$ 600 mil, com alíquotas progressivas que chegam até 10% para quem ganha mais de R$ 1,2 milhão por ano. Segundo o Ministério da Fazenda, a medida afetará apenas 0,06% da população brasileira — cerca de 141 mil pessoas.

Entenda os principais pontos da proposta

Impacto no bolso do trabalhador

Com menos imposto sendo descontado na fonte, a renda líquida aumenta para milhões de trabalhadores. Veja alguns exemplos de economia anual:

Como funcionará a tributação mínima para altas rendas?

A nova tributação considera a soma de todos os rendimentos do ano (salário, aluguéis, dividendos etc.). Se o total ultrapassar R$ 600 mil, será aplicada uma alíquota progressiva, que varia até 10% para quem ganha mais de R$ 1,2 milhão ao ano.

No cálculo, rendimentos isentos como poupança, herança, aposentadorias por doenças graves, venda de bens e indenizações não entram na conta.

Alcance da medida

Segundo a equipe econômica do governo: