Após o levante considerado autoritário na Câmara, liderado por Hugo Motta com apoio de Davi Alcolumbre, Centrão e bancada bolsonarista, Caetano Veloso convocou um novo ato musical para “devolver o Congresso ao povo”. O evento acontecerá no domingo, 14, em Copacabana. A iniciativa surge após a negociação em torno do PL da Dosimetria, que buscou anistiar Jair Bolsonaro e puniu parlamentares da oposição. O episódio incluiu a suspensão de Glauber Braga e a crise envolvendo o mandato de Carla Zambelli. A mobilização retoma o espírito das grandes manifestações de setembro, que reuniram milhões contra a PEC da Blindagem.
O que aconteceu
Após a articulação conduzida por Hugo Motta, Davi Alcolumbre, Centrão e bolsonaristas em torno do PL da Dosimetria — visto como um acordo para anistiar Jair Bolsonaro — Caetano Veloso, 83, anunciou o “Ato Musical II: O Retorno”, marcado para o dia 14 entre os postos 4 e 5 de Copacabana. A movimentação parlamentar também resultou na suspensão de seis meses de Glauber Braga e tentou manter Carla Zambelli na Câmara, apesar de sua prisão na Itália; nesta quinta-feira, o ministro Alexandre de Moraes determinou a perda do mandato da deputada, acirrando a crise entre os poderes.
Agredida durante a remoção de Glauber do plenário, Célia Xakriabá manifestou apoio ao protesto. Detalhes das mobilizações, que devem ocorrer em diversas cidades, serão divulgados por Caetano, Paula Lavigne, 342artes e Mídia Ninja.
O novo ato remete às manifestações de setembro contra a PEC da Blindagem, quando milhões foram às ruas e artistas como Chico Buarque e Gilberto Gil se uniram em Copacabana contra tentativas de blindagem de políticos e de anistia aos envolvidos nos ataques golpistas de 8 de janeiro.