Brasil tem dia de mobilização nesta sexta

Brasil tem dia de mobilização nesta sexta

Nesta sexta-feira, 10, acontecerá em todo o País o Dia Nacional de Mobilização, convocado pelas centrais sindicais e movimentos sociais, na defesa dos direitos dos trabalhadores e contra a reforma trabalhista, que entra em vigor no próximo sábado, dia 11 de novembro. Atos estão confirmados tem para os 24 estados e o Distrito Federal. Em Teresina, será na praça Rio Branco, a partir das 8h, com caminhada pelas ruas do centro da cidade.
Além da crítica aos retrocessos na nova legislação trabalhista, os atos também servirão para protestar contra o desmonte da Previdência e pelo fim do trabalho escravo. Pesquisa CUT/Vox Populi realizada entre os dias 27 e 31 de outubro mostra que 81% dos trabalhadores brasileiros desaprovam a nova Lei Trabalhista.
Nesta quinta, em Brasília, os senadores da bancada do PT no Senado se mobilizaram para convocar os brasileiros e brasileiras a participarem. A senadora Regina Sousa (PT-PI), presidenta da Comissão de Direitos Humanos (CDH), afirmou que nesse momento “é preciso juntar forças, se encontrar, dar as mãos e passar energia um para o outro, porque [a situação] está muito difícil. O orçamento é só dos ricos; não cabe o pobre no orçamento. A gente precisa se indignar e somar essas indignações”, destacou.
Patrocinada pelo governo golpista de Michel Temer, a reforma tem como principal objetivo reduzir os direitos trabalhistas e, consequentemente, diminuir, também, os custos para os empresários. O próprio presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Ives Gandra Martins Filho, reconheceu isso em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, publicada na segunda-feira (6). Martins defende ser preciso flexibilizar para aumentar os empregos.
De acordo com o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, a única saída restante para os trabalhadores é a resistência frente aos ataques patrocinados pelo governo Temer contra o povo.“Só tem uma saída: resistir, lutar pela anulação da reforma, ocupar as ruas, denunciar as barbaridades contidas na lei, se organizar nos locais de trabalho, procurador o seu sindicato e agir coletivamente. Sozinhos somos fracos, juntos somos fortes”, disse.
A CUT também está fazendo uma Campanha Nacional pela Anulação da Reforma Trabalhista. No momento em que a Central obtiver 1,3 milhão de assinaturas, será apresentado ao Congresso Nacional um Projeto de Lei de Iniciativa Popular para anular a reforma que entra em vigor amanhã.
*Da Liderança do PT no Senado, com alterações