Brasil registra menor taxa de desemprego da história, segundo IBGE

A massa de rendimento real dos trabalhadores chegou a R$ 352,3 bilhões, o maior valor já registrado, com crescimento de 2,5% frente ao trimestre anterior e 6,4% em relação a 2024

A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,6% no trimestre encerrado em julho de 2025, o menor patamar desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O número de desempregados recuou para 6,1 milhões de pessoas, menor contingente desde 2013, enquanto a população ocupada alcançou 102,4 milhões de trabalhadores, recorde histórico. O nível de ocupação chegou a 58,8%. O total de empregados com carteira assinada atingiu 39,1 milhões, marca inédita. Para o analista do IBGE William Kratochwill, os resultados confirmam o “bom momento do mercado de trabalho, com redução da subutilização da mão de obra”.

O levantamento também registrou queda no desalento, que atingiu 2,7 milhões de pessoas — 11% a menos que no trimestre anterior. O número de trabalhadores por conta própria subiu para 25,9 milhões, também recorde, enquanto os empregados sem carteira ficaram estáveis em 13,5 milhões.

Rendimento em alta

A massa de rendimento real dos trabalhadores chegou a R$ 352,3 bilhões, o maior valor já registrado, com crescimento de 2,5% frente ao trimestre anterior e 6,4% em relação a 2024. O rendimento médio mensal subiu para R$ 3.484, com altas de 1,3% no trimestre e 3,8% no ano.

Setores que puxaram a expansão

A geração de empregos foi impulsionada pela agropecuária (+206 mil vagas), pelas áreas de informação, comunicação, finanças e administração (+260 mil) e pela administração pública, saúde e educação (+522 mil). Em relação a 2024, também houve crescimento na indústria (+580 mil), comércio (+398 mil) e transporte (+360 mil).

A taxa de informalidade recuou de 38,7% para 37,8% em um ano, embora ainda represente 38,8 milhões de trabalhadores. O avanço mais expressivo ocorreu no emprego formal, especialmente no setor privado com carteira assinada.

Sobre a pesquisa

A PNAD Contínua é realizada pelo IBGE em mais de 211 mil domicílios a cada trimestre, envolvendo cerca de dois mil entrevistadores em todo o país.