A ida a postos de saúde para vacinação, prática já consolidada entre os brasileiros, poderá no futuro também contribuir no combate ao câncer. O Ministério da Saúde lidera uma articulação com instituições públicas e privadas, em parceria com a Universidade de Oxford, para desenvolver vacinas capazes de estimular o sistema imunológico a reconhecer e combater células cancerígenas.
O consórcio concentra esforços em imunizantes voltados ao diagnóstico precoce e à prevenção da doença, seguindo modelos como a vacina contra o HPV, já oferecida pelo SUS. Diferentemente dos tratamentos tradicionais, como rádio e quimioterapia, a proposta busca métodos mais precisos e menos invasivos, com foco na preservação da qualidade de vida dos pacientes.
Entre as pesquisas mais avançadas está a vacina contra o vírus Epstein-Barr (EBV), associado a linfomas e tumores nasofaríngeos. O Brasil participará da produção do imunizante e da condução do primeiro ensaio clínico inicial do mundo sobre o tema. A cooperação também se apoia em três pilares: avanços científicos, uso de inteligência artificial e aceleração de testes clínicos, com participação de instituições como Inca, Fiocruz, CNPEM e hospitais ligados ao Proadi-SUS.