Laudo da Polícia Federal concluiu que Jair Bolsonaro tem hérnia inguinal bilateral, com piora progressiva, e precisa de cirurgia o mais breve possível. A perícia, determinada pelo STF, avaliou exames e o estado clínico do ex-presidente, preso há quase um mês, e apontou risco de complicações.
O que aconteceu
A Polícia Federal concluiu, em laudo médico, que o ex-presidente Jair Bolsonaro é portador de hérnia inguinal bilateral e apresenta agravamento progressivo do quadro, com indicação de cirurgia urgente. O documento foi elaborado após perícia determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e destaca a refratariedade aos tratamentos adotados, além de prejuízos ao sono e à alimentação.
Segundo os peritos, a intervenção deve ocorrer o mais breve possível para reduzir o risco de complicações, agravadas pelo aumento da pressão intra-abdominal. A avaliação médica foi realizada na quarta-feira (17), no complexo da Superintendência Regional da PF, por profissionais da própria corporação, a pedido do ministro Alexandre de Moraes. O magistrado também solicitou a análise técnica de exames e laudos apresentados pela defesa.
A conclusão oficial da Junta Médica foi finalizada na sexta-feira (19), após revisão de exames clínicos, documentos médicos e avaliação presencial. O laudo foi encaminhado ao STF para embasar decisões judiciais.
A determinação de Moraes integra o processo de execução penal de Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado. A perícia buscou esclarecer a real necessidade da cirurgia e se o procedimento poderia ser adiado.
A defesa informou ter solicitado formalmente ao STF autorização para a cirurgia, argumentando que a operação é urgente e inadequada para realização em ambiente prisional. Um ultrassom realizado no domingo (14) identificou duas hérnias inguinais, e a equipe médica recomendou a intervenção, estimando internação de cinco a sete dias. Caberá ao STF decidir sobre a autorização e as condições do procedimento.