BOLSONARO JÁ SABE: 14 de novembro é o dia de ir para a Papuda

Aliados próximos de Bolsonaro afirmam já haver uma data definida para a transferência do ex-presidente ao Complexo Penitenciário da Papuda: 14 de novembro

Aliados próximos de Jair Bolsonaro (PL) afirmam já haver uma data definida para a transferência do ex-presidente ao Complexo Penitenciário da Papuda: 14 de novembro, uma sexta-feira. A informação, segundo esses interlocutores, também seria de conhecimento de sua equipe jurídica. Caso surja algum imprevisto, a prisão poderia ser efetivada na segunda (17) ou terça-feira (18) da semana seguinte.

A data coincide com o prazo final para o julgamento do último recurso apresentado pela defesa, que será analisado no plenário virtual do Supremo Tribunal Federal (STF). A expectativa entre ministros da Corte é de que a decisão seja concluída antes do dia 14, abrindo caminho para o início da execução da pena de 27 anos e 3 meses de prisão à qual Bolsonaro foi condenado.

Nos bastidores, correligionários do ex-presidente ainda buscam uma saída alternativa: convencer membros do STF a permitir que o cumprimento inicial da pena ocorra já em regime domiciliar — condição em que Bolsonaro atualmente se encontra. No entanto, tanto ministros da Primeira Turma quanto integrantes do plenário consideram improvável essa possibilidade. A avaliação predominante é de que o ex-chefe do Executivo deverá passar um período em regime fechado na Papuda antes de eventual progressão para o confinamento domiciliar.

O avanço das tratativas jurídicas e o esgotamento das opções de recurso têm sido apontados como a origem do quadro emocional atribuído ao ex-presidente. Pessoas próximas relatam episódios de choro e crises de soluço, descrevendo o estado de Bolsonaro como “forte depressão” diante da expectativa de prisão.

Entre aliados, comenta-se também a possibilidade de uma última tentativa: a simulação de um quadro de saúde grave para adiar a transferência, ou mesmo a articulação com juristas influentes na tentativa de usar como referência o caso do ex-presidente Fernando Collor, condenado e atualmente cumprindo pena em regime domiciliar. Até o momento, porém, não há sinal de adesão majoritária no Supremo a essa estratégia.