Enquanto Eduardo Bolsonaro (PL-SP) incentiva o governo de Donald Trump a endurecer sua postura contra o Brasil, sob a alegação de "violações de direitos humanos", seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tornou-se alvo de uma investigação inédita do Ministério Público Federal (MPF) por, mais uma vez, incitar discursos que ferem os direitos humanos, desta vez com declarações de cunho misógino.
O inquérito foi instaurado por promotores do Distrito Federal e apura possíveis crimes relacionados à “violência política de gênero” e à “violação de direitos humanos fundamentais”, a partir de falas feitas por Bolsonaro em março deste ano.
Na ocasião, durante o Carnaval, em uma conversa com apoiadores em Angra dos Reis (RJ), o ex-presidente voltou a atacar mulheres simpatizantes do PT, afirmando que eram “feias” e “incomíveis”.
As declarações foram registradas em vídeo e divulgadas nas redes sociais por seu filho mais novo, o vereador Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), conhecido como “04”.
“Você pode ver, não tem mulher bonita petista. Só tem feia. Às vezes acontece quando estou no aeroporto, alguém me xinga. Mulher, né? Olho pra cara dela e digo: ‘Nossa, mãe. Incomível’”, afirmou Bolsonaro.
A publicação foi feita no dia 7 de março, às vésperas do Dia Internacional da Mulher.
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