Benedito Ruy Barbosa e o “véio do rio” de Pantanal I e II

O "véio" é o guardião do Pantanal, envolto em mistério e espiritualidade, ele conquistou o público brasileiro

A teledramaturgia perdeu hoje Benedito Ruy Barbosa. Morre Benedito Ruy Barbosa, autor de grandes sucessos da TV. Ele foi responsável pela autoria de inúmeras novelas e criação de várias personagens.   Dentre tantas, o “véio do rio”, interpretado por Claúdio Marzo, na primeira versão, tornou-se uma das personagens mais emblemáticas da história da televisão brasileira. Guardião do Pantanal, envolto em mistério e espiritualidade, ele conquistou o público brasileiro.

Uma emocionante homenagem ao ator, também já falecido, foi feita no remake da novela. Em uma sequência produzida com recursos de computação gráfica, o “véio do rio” de Osmar Prado (segunda versão) encontra uma comitiva fantasma liderada pela imagem de Cláudio Marzo, eternizando o primeiro intérprete da personagem.

O “véio do rio” é um personagem misterioso. Muitos contam vê - lo perambulando pelo pantanal. Só quem nunca avistou o “véio” é o fazendeiro protagonista, José Leôncio. Só no último capitulo das duas novelas o mistério se revela. O “véio” deixa-se ver por Jose Leôncio que na verdade era seu filho.

A essência da história permanece a mesma: somente após sua morte José Leôncio consegue enxergar o pai e compreender seu verdadeiro destino. Naquele instante, ele assume o papel de novo protetor do Pantanal, dando continuidade ao legado do Velho do Rio.

A versão original de 1990

Na novela exibida pela Rede Manchete, Cláudio Marzo interpretou três personagens: Joventino na juventude, José Leôncio e o próprio “véio do rio”.

Depois de sofrer um infarto fulminante em sua poltrona, José Leôncio desperta em espírito e caminha pelas margens do rio, onde finalmente encontra o pai desaparecido décadas antes.

Durante a conversa, o “véio do rio” revela que morreu ao cair do cavalo e ser picado no pescoço por uma cobra boca-de-sapo. Em seguida, explica que chegou o momento de descansar e entrega ao filho a missão de proteger a família e o Pantanal. Antes de desaparecer, transforma-se em uma enorme sucuri, deixando seu cajado como símbolo da passagem do legado.

O remake de 2022 emocionou os bastidores

Na versão produzida pela TV Globo, adaptada por Bruno Luperi, neto de Benedito Ruy Barbosa, Marcos Palmeira viveu José Leôncio, enquanto Osmar Prado interpretou o “véio do rio”.

Para preservar a emoção do momento, os dois atores decidiram não ensaiar a sequência. O primeiro contato entre eles aconteceu diante das câmeras, fazendo com que as reações fossem espontâneas e emocionassem inclusive a equipe de produção.