O Banco Central planeja ampliar o Pix para operações internacionais e estuda permitir pagamentos sem conexão com a internet. A autoridade também prevê novas medidas de segurança e registrou recordes do sistema em 2025, com quase 80 bilhões de transações e mais de R$ 35 trilhões movimentados.
O que aconteceu
O Banco Central (BC) informou que avalia a internacionalização do Pix, com a possível integração do sistema brasileiro a plataformas de pagamentos instantâneos de outros países. A proposta permitiria realizar remessas e compras internacionais com disponibilização dos valores em moeda local em poucos segundos.
Estão em análise conexões bilaterais entre países e a participação em hubs multilaterais. Segundo o BC, a integração pode reduzir tarifas, acelerar operações, ampliar o acesso e aumentar a transparência dos pagamentos internacionais.
Outra possibilidade estudada é o Pix offline, que permitiria iniciar transações sem conexão à internet por meio de dispositivos com tecnologia NFC, como celulares, cartões, tags e relógios.
O BC também avalia usar recebimentos via Pix como garantia em operações de crédito, alterar campos de mensagens e incentivar o uso responsável do sistema.
Em 2025, o Pix registrou quase 80 bilhões de transações, alta de 25,7%, e movimentou mais de R$ 35 trilhões, crescimento de 33,8%. O sistema alcançou 148 milhões de usuários pessoa física e 12 milhões de empresas. Em 19 de dezembro, movimentou o recorde diário de R$ 193,47 bilhões.
Na área de segurança, estão previstos novos critérios para identificar fraudes, indicadores de risco, aprimoramento do bloqueio cautelar, rastreamento de recursos e alertas automáticos contra golpes.