O ex-ditador sírio Bashar al-Assad foi condenado à morte nesta terça-feira (11/8) por um tribunal da Síria por crimes contra a humanidade. A sentença foi dada à revelia, pois Assad fugiu para Moscou com a família em dezembro de 2024 e recebeu asilo.
O que aconteceu
A condenação torna Assad a primeira figura do antigo governo a ser julgada pelas autoridades de transição por crimes de guerra. Desde setembro de 2025, ele era alvo de um mandado de prisão emitido por um tribunal de Damasco.
Assad permaneceu 24 anos no poder e foi deposto após a guerra civil iniciada em 2011. O conflito começou com protestos da Primavera Árabe, que exigiam reformas políticas, maior liberdade e democracia. Os manifestantes também pediam a libertação de estudantes presos por picharem slogans revolucionários contra o regime.
A queda de Bashar al-Assad encerrou mais de cinco décadas de domínio da família Assad na Síria.
O tribunal também condenou à morte Atif Najib, ex-funcionário do governo de Assad e primo do ex-ditador. Ele foi responsabilizado por crimes cometidos em Daraa, cidade considerada o berço da revolta que desencadeou os conflitos de 2011.