O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) divulgou um relatório que conclui que o excesso de peso e falhas na tripulação foram responsáveis pelo incidente com a aeronave do DJ Alok, ocorrido em 20 de maio de 2018, em Juiz de Fora. O avião saiu da pista durante a tentativa de decolagem, mas os nove ocupantes, incluindo Alok, não se feriram.
De acordo com o relatório, o jato Cessna 560XL, com prefixo PR-AAA e pertencente ao artista, tentou decolar com 9.247 kg, ultrapassando em 175 kg o limite de peso permitido. Durante a corrida de decolagem no Aeroporto da Serrinha, o alarme "NO TAKEOFF" acendeu duas vezes, indicando problemas na configuração da decolagem, mas os pilotos continuaram até quase alcançarem a velocidade de rotação (VR), quando decidiram abortar em alta velocidade.
O destino do voo era o Aeródromo Val de Cans – Júlio Cezar Ribeiro, em Belém, após uma apresentação do DJ na cidade mineira. A bordo estavam dois pilotos e sete passageiros, sendo que três embarcaram sem coordenação com a tripulação.
A investigação identificou falhas no sistema de gerenciamento de voo (FMS), o que levou os pilotos a acreditarem que o peso da aeronave estava dentro dos limites. Além disso, a comunicação inadequada entre o operador e os tripulantes foi um fator contribuinte.
Outro ponto destacado pelo Cenipa foi que o alerta "NO TAKEOFF" já havia sido acionado no dia anterior sem consequências, o que pode ter feito os pilotos subestimarem o aviso na manhã do incidente. O relatório, divulgado sete anos após o fato, fornece uma visão clara das falhas institucionais e operacionais que culminaram no acidente.
Mesmo sendo um incidente sem feridos, traz à tona a importância do rigor nos procedimentos de segurança e a comunicação eficiente na aviação, especialmente em voos com celebridades.