Gabriela Loran contou no Mais Você que realizou cirurgia de redesignação sexual na Tailândia, com investimento de cerca de R$ 115 mil. A atriz destacou que o procedimento não define a identidade de pessoas trans e explicou aspectos do processo transexualizador, disponível também pelo SUS no Brasil.
O que aconteceu
Gabriela Loran revelou os bastidores de sua cirurgia de redesignação sexual em entrevista a Ana Maria Braga, exibida nesta terça-feira (13), no programa Mais Você. Intérprete de Viviane na novela Três Graças, a atriz explicou que optou por realizar o procedimento na Tailândia e afirmou ter investido aproximadamente R$ 115 mil. Durante a conversa, ela reforçou que a cirurgia não é o que determina a identidade de uma pessoa trans, ressaltando a importância do reconhecimento e do respeito.
A redesignação sexual (ou cirurgia de afirmação de gênero) é um conjunto de procedimentos médicos e/ou cirúrgicos para alinhar o corpo e os genitais à identidade de gênero de pessoas transgênero, visando o bem-estar psicológico e a harmonia entre corpo e mente.
No Brasil, é oferecida pelo SUS (desde 2010 para mulheres trans e 2019 para homens trans), e envolve hormônios e cirurgias (como construção de vagina/pênis, remoção de mamas/órgãos), com acompanhamento psicológico e cuidados pós-operatórios rigorosos para recuperação.
O que é
Processo Transexualizador: Termo usado no Brasil para o conjunto de cuidados que inclui hormonização, acompanhamento psicológico e cirurgias.
Objetivo: Aliviar a (disforia), permitindo que o corpo corresponda à identidade de gênero da pessoa.
Procedimentos Comuns (Exemplos)
Para Mulheres Trans: Construção de vagina (neovagina) e lábios, com uso da pele do pênis, preservação de nervos para sensibilidade, e remodelagem da uretra.
Para Homens Trans: (remoção de mamas), (remoção do útero), (construção do pênis).
Outros: Terapia hormonal (para desenvolver características secundárias do gênero desejado).
Como é feita
Avaliação: Acompanhamento psicológico/psiquiátrico para preparo e maturidade emocional.
Hormonização: Terapia hormonal.
Cirurgias: Variam conforme o corpo e a identidade de gênero.
Pós-operatório: Cuidados intensivos, higiene, repouso e, no caso de neovagina, dilatação para manter a dimensão e profundidade.
No Brasil (SUS e Planos de Saúde)
SUS: Oferece o processo desde 2010 (mulheres trans) e 2019 (homens trans).
Planos de Saúde: Não cobrem o processo completo, mas podem cobrir procedimentos isolados (como mastectomia) se solicitados por médicos, conforme Agência Brasil e Elton Fernandes | Advogado.