Ato contra impeachment reúne até mil pessoas

Ato contra impeachment reúne até mil pessoas

Foto: Google
Ato contra impeachment
A manifestação contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, realizado na Praça Pedro II, no centro de Teresina, convocado pela Frente Popular do Piauí, reuniu cerca de mil pessoas, a maior parte de militantes do PT e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). A professora Lourdes Melo, do PCO, subiu no palanque dos oradores, políticos e artistas que se apresentaram durante o evento.
O professor e sociólogo Antônio José Medeiros afirmou que o objetivo da manifestação é somar manifestação de rua que está tendo no parlamento pelas vias institucionais.
“Eu acho que nós vamos conseguir de maneira satisfatória a permanência da Dilma pelas vias institucionais, sobretudo com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), mas se não for possível, nós vamos intensificar as manifestações de rua para dar mais suporte. Nós estamos apenas no início do processo”, afirmou Antônio José Medeiros.
O deputado federal Assis Carvalho (PT) falou que os que defendem a democracia têm que ficar atentos, vigiando todos os dias para que não haja golpe no país. “Tivemos relevantes vitórias e não podemos relaxar. A mobilização tem que ser permanente. Graças a Deus, com os últimos acontecimentos, as coisas começam a melhorar, mas não poderemos baixar a guarda para segurar a democracia que nós conquistamos. Nós somos contra o impeachment, contra o golpe e a cassação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha”, declarou o deputado federal.
A coordenadora da Frente Popular do Piauí, Neide Carvalho, disse os piauienses estão participando das manifestações contra i impeachment da presidente Dilma Rousseff, que foram realizadas no dia 16 de dezembro. “A Frente Popular do Piauí fez sua manifestação hoje (sexta-feira) contra o golpe e fora Cunha e contra o ajuste fiscal porque estamos felizes e queremos consagrar a saída de Joaquim Levy (ministro da Fazenda). Com a saída do Levy, o Brasil vai se sair melhor”, relatou Neide Carvalho.
A senadora Regina Sousa afirmou que o Piauí não fez na quarta-feira a manifestação contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff e fez um ato-show na sexta-feira.
“É uma manifestação em defesa da democracia, contra o golpe. Nós estamos chamando de golpe porque impeachment está na Constituição, mas as razões não estão. Não existem razões constitucionais que garantam o impedimento de Dilma”, afirmou Regina Sousa (PT).
A parlamentar afirmou que o STF colocou ordem na casa ao estabelecer o rito que vai ser seguido em relação ao pedido de impeachment da presidente Dilma. “Em fevereiro volta, mas pelo menos a gente sabe o rito porque o que o Supremo estabeleceu o que tinha de ser porque o que estava acontecendo era o que pensava o Eduardo Cunha. Ele pensava, dizia se reúnam aí, façam uma chapa. Era tudo da cabeça dele, não tinha nenhum ritual”, disse Regina Sousa.