A Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) realizou, nesta quinta-feira (14), uma sessão solene em homenagem ao Dia do Assistente Social, celebrado em 15 de maio, e aos 50 anos do curso de Serviço Social da Universidade Federal do Piauí (UFPI). A proposta foi da deputada estadual Simone Pereira (PSD), que destacou a importância da profissão na promoção da justiça social e na garantia de direitos da população em situação de vulnerabilidade.
Assistente social de formação, Simone Pereira afirmou que sua atuação parlamentar está diretamente ligada aos princípios aprendidos ao longo da carreira profissional. Segundo ela, a defesa da proteção social e das políticas públicas continua sendo uma das principais bandeiras do mandato.
“É muito difícil a gente, como Parlamento, estar desassociado de todo o aprendizado que tivemos ao longo da formação e do exercício enquanto assistente social. A minha bandeira, enquanto deputada, sempre foi a proteção social e a garantia dos direitos”, declarou.
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A parlamentar também ressaltou o simbolismo da homenagem aos 50 anos do curso de Serviço Social da UFPI, instituição da qual é egressa. Durante a solenidade, foram homenageadas professoras pioneiras da área, entre elas a professora Aglair Setúbal, reconhecida como a primeira doutora em Serviço Social do Piauí.
“A gente está fazendo um resgate histórico do que é a política de assistência social no estado do Piauí e homenageando profissionais que fizeram essa profissão com tanto compromisso, buscando minimizar as desigualdades sociais”, destacou.
Simone Pereira ainda chamou atenção para a necessidade de ampliar o conhecimento da população sobre o papel desempenhado pelos assistentes sociais, especialmente dentro da rede pública de assistência.
“As pessoas precisam compreender melhor o que é essa rede de proteção social. Onde houver violação de direitos, com certeza haverá uma assistente social tentando defender os direitos da população”, afirmou, citando a atuação dos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) como porta de entrada para o acesso às políticas públicas.
A professora e assistente social Rosangela Sousa, uma das homenageadas, destacou o orgulho pela trajetória profissional e a importância social da categoria. Segundo ela, a carreira lhe ensinou a olhar com mais sensibilidade para as desigualdades sociais e a importância de garantir oportunidades para quem mais precisa.
“Tenho muito orgulho de ter feito Serviço Social porque é uma profissão que ensina a respeitar e, muito além disso, a se comprometer com a qualidade de vida dos mais humildes. Você aprende que essas pessoas podem e devem ter acesso a melhorias e oportunidades para mudar de vida”, disse.
Rosangela também relembrou a experiência como coordenadora do programa Fome Zero no início da implantação da política pública, ressaltando o impacto social da iniciativa, que posteriormente se tornou referência internacional.
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Representando a Universidade Federal do Piauí, o diretor do Centro de Ciências Humanas e Letras (CCHL), Vitor Sandes, destacou que a história do curso de Serviço Social se confunde com a própria trajetória da universidade.
“São 50 anos do curso e a universidade tem 55 anos. O Serviço Social surgiu em um momento de consolidação da UFPI e se tornou um curso central dentro da universidade”, afirmou.
O professor ressaltou que a formação na área alia produção acadêmica, senso crítico e compromisso social, características que, segundo ele, marcam a atuação dos profissionais formados pela instituição.
“O curso não apenas analisa os problemas sociais, mas também propõe soluções. Os assistentes sociais ocupam espaços importantes nas secretarias, autarquias e empresas públicas, atuando principalmente junto às pessoas em situação de vulnerabilidade social”, pontuou.
Vitor Sandes também enfatizou o crescimento acadêmico da área ao longo das décadas, citando a criação de programas de mestrado e doutorado em políticas públicas, além da preocupação permanente com estágios, atualização curricular e atuação junto à sociedade.
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Já a vice-presidente do Conselho Regional de Serviço Social do Piauí (Cress-PI), Adriana Barros, afirmou que, apesar do momento de celebração, a categoria ainda enfrenta desafios importantes relacionados às condições de trabalho e à valorização profissional.
“A nossa maior luta hoje é pelo reconhecimento da profissão nos espaços de trabalho e pela aprovação do piso salarial da categoria”, declarou.
Adriana destacou que os assistentes sociais estão presentes em todo o estado, atuando diretamente nas políticas públicas e no atendimento das situações mais complexas da sociedade.
“É uma profissão que está garantindo direitos diariamente, especialmente para a população mais vulnerável. Hoje é um dia de celebração, mas também de reafirmar a luta por melhores condições de trabalho”, concluiu.
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