Aprovação a Lula cresce e atinge melhor marca de 2025, aponta Quaest

É o melhor desempenho do governo em 2025 e a menor distância entre os dois índices desde janeiro, quando havia empate técnico

A pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (20) pelo g1, mostra que a aprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu para 46%, enquanto a desaprovação recuou para 51%. É o melhor desempenho do governo em 2025 e a menor distância entre os dois índices desde janeiro, quando havia empate técnico. Em julho, os números eram de 43% e 53%, respectivamente.

Fatores para a melhora

De acordo com Felipe Nunes, diretor da Quaest, dois elementos explicam a recuperação: a percepção de queda nos preços dos alimentos e a postura de Lula diante do “tarifaço” imposto por Donald Trump. “A combinação de alívio econômico nas famílias e a firmeza política contra as tarifas norte-americanas fortaleceram a imagem de Lula como líder que defende os interesses nacionais”, avaliou Nunes.

Evolução regional

A diferença entre aprovação e desaprovação, que em maio chegou a 17 pontos (57% a 40%), agora caiu para apenas 5 pontos. O crescimento mais expressivo ocorreu no Nordeste, onde a aprovação subiu de 53% para 60%. No Sudeste, região estratégica eleitoralmente, Lula avançou dez pontos desde maio: passou de 32% para 42% de aprovação, enquanto a desaprovação recuou de 64% para 55%.

No Centro-Oeste/Norte, a aprovação foi de 40% para 44%. No Sul, ainda majoritariamente contrário ao governo, houve oscilação positiva: de 35% para 38%.

Perfil do eleitorado

Religião e programas sociais

Os católicos agora têm maioria de aprovação (54% contra 44%). Entre evangélicos, a desaprovação segue elevada (65%), mas caiu em relação a julho (69%). Entre beneficiários do Bolsa Família, a aprovação saltou de 50% para 60%.

Tarifaço de Trump

A pesquisa também investigou a percepção sobre as tarifas norte-americanas contra produtos brasileiros.

Avaliação geral

Quando perguntados sobre a gestão de Lula de forma ampla, 31% classificaram como positiva, 39% como negativa e 27% como regular.

O levantamento foi realizado pela Quaest entre 13 e 17 de agosto, encomendado pela Genial Investimentos, com nível de confiança de 95%.