Anistia? Foro? Motta diz "não" e avança com pautas sociais

Presidente da Câmara resiste à pressão da extrema direita e prioriza temas como proteção infantil e combate a fraudes no INSS.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), mandou um recado direto aos parlamentares bolsonaristas nesta segunda-feira (18): esqueçam a anistia aos golpistas e o fim do foro privilegiado — esses temas seguem fora da pauta.

Pelas redes sociais, Motta revelou os temas que realmente entrarão na agenda da semana e frustrou, mais uma vez, os planos da ala radical da direita que tenta forçar votações polêmicas a qualquer custo.

“Começamos a semana trabalhando na pauta que será votada nos próximos dias. Teremos matérias fundamentais para a população brasileira”, afirmou. Entre os destaques, está o projeto de lei que busca proteger crianças e adolescentes em ambientes digitais, cuja votação deve acontecer após a comissão geral na próxima quarta-feira (20).

Outra pauta anunciada por Motta é a instalação da CPMI do INSS, que investigará possíveis crimes contra aposentados e pensionistas. Também será discutida uma proposta para combater fraudes no sistema previdenciário.

A mensagem final de Hugo Motta foi um recado claro aos deputados bolsonaristas que ameaçam travar os trabalhos da Câmara caso suas pautas ideológicas não avancem: “Seguiremos avançando com diálogo, responsabilidade e equilíbrio.”

A declaração do presidente da Câmara veio no mesmo dia em que o ministro do STF, Flávio Dino, mandou um alerta firme ao sistema financeiro: sanções e decisões de governos estrangeiros não têm validade no Brasil sem aval do Supremo.

“Tendo em vista os riscos e possibilidades de operações, transações e imposições indevidas envolvendo o Sistema Financeiro Nacional (...), transações por ordem de Estados estrangeiros só podem ocorrer com autorização desta Corte”, afirmou Dino, em comunicado enviado ao Banco Central, Febraban, CNF e CNseg.

Enquanto isso, os bolsonaristas seguem colecionando negativas — tanto no Congresso quanto no Judiciário.