Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira, recebe um dos maiores salários do futebol mundial e ganha mais do que a soma dos vencimentos de Lionel Scaloni, da Argentina, e Luis de la Fuente, da Espanha, treinadores que disputarão a final da Copa do Mundo de 2026. A diferença salarial chama atenção justamente porque Brasil ficou pelo caminho, enquanto argentinos e espanhóis decidirão o título mundial no próximo domingo.
Segundo informações divulgadas pelo UOL, Ancelotti recebe cerca de 10 milhões de euros por ano (aproximadamente R$ 58,2 milhões). Já Lionel Scaloni ganha 2,3 milhões de euros anuais (R$ 13,5 milhões), enquanto Luis de la Fuente recebe 2 milhões de euros (R$ 11,7 milhões). Juntos, os dois finalistas somam 4,3 milhões de euros, menos da metade do salário pago pela CBF ao treinador italiano.
Salário de Ancelotti reflete currículo histórico
O alto investimento da Confederação Brasileira de Futebol está diretamente ligado ao currículo de Carlo Ancelotti. Considerado um dos maiores técnicos da história, o italiano conquistou as cinco principais ligas nacionais da Europa e levantou cinco vezes a Liga dos Campeões como treinador.
A CBF apostou em um contrato milionário para entregar ao italiano a missão de recolocar a Seleção Brasileira no topo do futebol mundial após uma sequência de resultados decepcionantes. No entanto, o Brasil acabou eliminado pela Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
Scaloni transformou a Argentina em potência mundial
A trajetória de Lionel Scaloni é bastante diferente. Ex-lateral da seleção argentina, ele assumiu o comando da equipe praticamente como treinador interino após a Copa do Mundo de 2018.
Sem grande experiência como técnico, rapidamente reorganizou a equipe e iniciou um dos ciclos mais vitoriosos da história recente da Argentina. Sob seu comando, a seleção conquistou a Copa América, venceu a Copa do Mundo de 2022, no Catar, e dominou as Eliminatórias Sul-Americanas.
Mesmo com esse currículo, seu salário representa menos de um quarto do que recebe Ancelotti.
Luis de la Fuente cresceu dentro da seleção espanhola
Na Espanha, Luis de la Fuente também chegou ao cargo após uma longa trajetória dentro da própria Federação Espanhola.
Especialista em categorias de base, ele assumiu inicialmente a seleção sub-19 em 2013, conquistou o Campeonato Europeu da categoria e depois repetiu o sucesso no comando da equipe sub-21. Também levou a Espanha à medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio.
Após a saída de Luis Enrique, depois da Copa do Mundo de 2022, a Federação Espanhola optou por promover De la Fuente em vez de buscar um treinador de renome internacional. A decisão foi rapidamente recompensada com a conquista da Eurocopa e, agora, com a classificação da Espanha para a final da Copa do Mundo de 2026.
Final da Copa coloca frente a frente dois projetos internos
A decisão entre Argentina e Espanha também simboliza dois modelos semelhantes de gestão esportiva. Enquanto a CBF investiu pesado para contratar um dos treinadores mais vencedores do futebol mundial, argentinos e espanhóis apostaram em profissionais formados dentro de suas próprias estruturas.
O resultado aparece dentro de campo: Scaloni e De la Fuente chegam à decisão da Copa do Mundo de 2026 comandando duas seleções que construíram seus projetos com continuidade e desenvolvimento interno, apesar de receberem salários muito inferiores ao pago pela Seleção Brasileira a Carlo Ancelotti.