Lázaro Ramos fez questão de celebrar a vitória de Wagner Moura no Globo de Ouro na madrugada desta segunda-feira (12/1). O ator usou uma rede social para elogiar o amigo de longa data e lembrou produções de sucesso que o vencedor da categoria de Melhor Ator em Filme Drama estrelou.
“Pois é… ‘O baiano tem o molho’ e agora tem o Golden Globe. Ter a alegria e a honra de acompanhar o trabalho de Wagner desde a nossa adolescência só faz esse prêmio dele ser ainda mais especial para mim. Nós aqui, do Brasil, já aplaudimos ele tantas vezes: na TV, no teatro, em vários dos filmes que fez. É muito bom ter um irmão de quem você é fã. Parabéns, Waguinho! Voa! Nós te admiramos”, enfatizou.
Os atores Lázaro Ramos e Wagner Moura construíram, ao longo de mais de duas décadas, uma relação marcada por afinidade artística, respeito mútuo e cumplicidade pessoal. A amizade nasceu em Salvador, ainda no fim dos anos 1990, quando ambos despontavam na cena teatral baiana e frequentavam os mesmos palcos, oficinas e círculos criativos ligados ao Teatro Vila Velha e ao efervescente movimento cultural da capital.
Embora tenham trajetórias distintas, os dois atores se encontraram cedo no cinema. O principal trabalho conjunto é “Cidade Baixa” (2005), dirigido por Sérgio Machado, no qual interpretam amigos que se apaixonam pela mesma mulher. O filme foi um marco para o cinema brasileiro dos anos 2000 e ajudou a projetar nacional e internacionalmente tanto Wagner Moura quanto Lázaro Ramos. A intensidade dramática do longa consolidou a química entre os dois em cena e reforçou a parceria que já existia fora dela.
“O Pai Ó” (2007) é outro trabalho em que Lázaro Ramos e Wagner Moura contracenaram. Dirigido por Monique Gardenberg e inspirado na peça de Márcio Meirelles, o filme se passa durante o Carnaval de Salvador e reúne personagens marcantes em um cortiço do Pelourinho.
Embora não dividam todas as cenas centrais, a presença dos dois no elenco reforça a conexão artística construída no teatro baiano e amplia o registro da parceria no cinema.
Assim, a colaboração entre Lázaro Ramos e Wagner Moura no audiovisual brasileiro se ancora principalmente em “Cidade Baixa” e “O Pai Ó”, dois filmes que, cada um à sua maneira, ajudaram a consolidar a imagem de ambos como representantes de uma geração de atores profundamente ligada à cena cultural de Salvador e ao cinema nacional dos anos 2000.