Estudantes do ensino médio do Centro de Ensino Acrísio Figueiredo, localizado em São João Batista (MA), realizaram uma apresentação polêmica durante uma gincana escolar, utilizando uma tenda decorada como se fosse um motel para simular atos sexuais.
O vídeo da encenação, feita no pátio da escola, viralizou nas redes sociais no último sábado e gerou forte repercussão. Em nota oficial, a Secretaria de Estado da Educação do Maranhão (Seduc) repudiou a apresentação, alegando que os estudantes modificaram o roteiro previamente acordado sem autorização da escola ou da coordenação pedagógica. A data exata do evento não foi informada.
Na performance, dois alunos entram na tenda com o nome “motel”, deitam-se e simulam uma relação sexual. Outros estudantes realizam danças com conotação erótica como parte da encenação.
A gestora Regional de Educação, Maria da Purificação Nunes Costa Soares, classificou a apresentação como "totalmente inadequada". Ela afirmou que a atividade não constava no plano de ação da escola aprovado pela Unidade Regional de Educação (URE), indicando falta de alinhamento com as diretrizes pedagógicas, inexperiência da gestão escolar e despreparo do professor responsável.
De acordo com a Seduc, a apresentação aconteceu durante uma disputa interclasses — atividade presente no planejamento anual da escola há quatro anos, com foco em desenvolvimento artístico, cultural, esportivo e solidário. O planejamento, segundo a secretaria, previa a aprovação prévia de músicas e roteiros por parte dos professores e da gestão escolar.
No entanto, uma das turmas teria substituído, sem autorização, a música e o roteiro previamente definidos, levando à encenação polêmica. A direção da escola reconheceu o ocorrido, pediu desculpas à comunidade escolar e destacou o caráter isolado do episódio. A nota também lamenta a exposição dos alunos nas redes sociais, ressaltando os impactos negativos sobre seu bem-estar.
Em contraponto, estudantes da turma envolvida divulgaram uma manifestação em defesa da direção da escola e do professor que os orientou. Eles classificaram as críticas recebidas como "maldosas e hipócritas" e afirmaram que a apresentação foi parte de uma atividade de dramatização de uma música, sem intenção de ofender ou causar constrangimentos.