Advogados e ex-assessora são soltos no Piauí

Delegado Tales Gomes afirma que a prisão temporária dos investigados na Operação Vice-Cônsul não é mais necessária para o andamento das investigações.

O delegado Tales Gomes, da Diretoria Especializada em Operações Policiais (DEOP) da Polícia Civil do Piauí, autorizou a libertação dos advogados Juarez Chaves e Flávio Almeida Martins, além da ex-assessora do Governo do Estado, Lucile Moura. Os três haviam sido detidos na última quarta-feira (22) durante a Operação Vice-Cônsul.

Eles são alvos de uma investigação que busca esclarecer a suposta elaboração e divulgação de um dossiê falso com a finalidade de intimidar magistrados do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI).

As prisões temporárias tinham sido decretadas pelo juiz Caio Cezar de Carvalho Araujo, da Central de Inquéritos. No entanto, o delegado responsável comunicou ao Poder Judiciário que a manutenção das prisões não era mais necessária para o andamento das investigações. Com isso, a Justiça autorizou a expedição dos alvarás de soltura, e Tales Gomes determinou à Secretaria de Justiça do Piauí (Sejus) que procedesse à liberação dos investigados.

Operação Vice-Cônsul

De acordo com a Polícia Civil, as investigações indicam que os advogados e a ex-assessora participaram de um esquema voltado à criação de informações falsas com o intuito de atingir a imagem e a atuação de magistrados do TJ-PI.

Durante as apurações, foi identificada uma notícia-crime anônima encaminhada ao Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (GAECO/MPF). O documento mencionava uma servidora do tribunal e, posteriormente, foi acrescentado um aditivo pedindo a inclusão de um juiz e um desembargador entre os denunciados.

Outro envolvido, o advogado Henrique Martins Costa e Silva, também apresentou um pedido de providências ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 20 de junho deste ano, contra dois juízes. Em resposta, os magistrados registraram Boletins de Ocorrência por calúnia majorada e denunciação caluniosa.

O caso ganhou novo capítulo em 12 de agosto, quando o advogado Flávio Almeida Martins deixou no gabinete de um desembargador um dossiê contendo acusações falsas contra membros do Judiciário. Segundo as investigações, o material teria sido produzido com o auxílio de Lucile Moura e Juarez Chaves, com o propósito de coagir os magistrados e interferir em decisões judiciais.

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