Adriane Galisteu e a virada de sua carreira ao posar nua

Adriane revela impactos pessoais e profissionais após ensaio nu

Adriane Galisteu abriu-se sobre os desafios que enfrentou após a tragédia que envolveu seu namorado Ayrton Senna, falecido em 1994. Em entrevista ao podcast Pod Falar, Adriane comentou sobre a pressão pública que sentiu, sendo muitas vezes tratada como se tivesse responsabilidade pela morte do piloto. 'Fui tão metralhada, que me dava a sensação de que as pessoas me tratavam como se eu fosse culpada [pela morte dele]', revelou.

A apresentadora sempre foi cobrada para que compartilhasse sua versão da história que viveu com Ayrton Senna, mas esperou o momento certo para se pronunciar. Galisteu afirmou que o ensaio para a revista Playboy foi um divisor de águas em sua vida profissional. 'Eles queriam fazer uma edição especial de 25 anos, e isso me ajudou a caminhar com as próprias pernas', comentou. Antes disso, dependia da ajuda de amigos e das vendas do livro 'O Caminho das Borboletas'.

'Até aquele momento, vivia com o apoio de Antônio Carlos de Almeida Braga e do livro', explicou Adriane. O livro publicado pouco após a perda do piloto, narra detalhadamente sua experiência ao lado do icônico corredor de Fórmula 1.

Durante a conversa, Galisteu também relembrou momentos difíceis de sua infância, como a batalha de seu irmão, Beto Galisteu, contra o HIV. 'Meu irmão era viciado, e naquela época a informação era escassa. O que a gente sabia era do Cazuza doente', descreveu Adriane.

A vida também foi marcada pela demora na liberação da pensão deixada pelo pai, enquanto seu trabalho de modelo sustentava a família. 'Meu pai deixou uma aposentadoria pequena, mas demoramos para conseguir. Então, o dinheiro que eu recebia como modelo era pra isso [sustentar a família]', contou.