Admilson Brasil rebate acusações de Robert Rios e nega irregularidades na Semf

Admilson Brasil questiona números apresentados pela atual gestão e nega influência de parentes de Dr. Pessoa

Durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o suposto déficit financeiro da Prefeitura de Teresina, realizado nesta quinta-feira (7), o ex-secretário de Finanças Admilson Brasil, que atuou na gestão do ex-prefeito Dr. Pessoa, contestou os números apresentados sobre as finanças do município e negou qualquer interferência de familiares do ex-prefeito na Secretaria Municipal de Finanças (SEMF).

Admilson rebatou declarações feitas pelo ex-vice-prefeito e também ex-secretário da pasta, Robert Rios (MDB), que em depoimento anterior acusou familiares de Dr. Pessoa de influenciarem decisões financeiras na administração municipal. Rios afirmou que o ex-prefeito teria autorizado pagamentos da Prefeitura somente a empresas indicadas por seu filho, João Duarte, que esteve à frente da Empresa Teresinense de Desenvolvimento Urbano (Eturb) durante o mandato de Dr. Pessoa. Segundo Rios, houve irregularidades nas obras de asfaltamento realizadas sob gestão de João, e medições solicitadas pela CPI poderiam comprovar inconsistências nos trabalhos.

Sobre a situação fiscal da cidade, Admilson questionou a existência do déficit de R$ 4 bilhões apontado pela atual administração. “Eu não acredito nesse déficit. Acho que passaram a informação errada para o prefeito Silvio Mendes. Durante os oito meses em que estive à frente da Secretaria, arrecadávamos em média R$ 350 milhões por mês, e o mesmo valor era utilizado para pagamentos. Então, o que se está devendo? A quais fornecedores? Quais órgãos da prefeitura estão com esse débito?”, questionou.

Sobre os empréstimos da gestão, Admilson destacou que o maior débito é referente ao projeto Lagoas do Norte, contraído em dólar. “No meu último mês na secretaria, pagamos R$ 18 milhões. Com a alta do dólar, acredito que hoje a prefeitura esteja pagando cerca de R$ 27 milhões”, estimou. O segundo maior empréstimo, segundo ele, é junto à Caixa Econômica Federal, voltado à implantação de novas paradas de ônibus na capital.

A CPI do Déficit Financeiro foi instalada para apurar supostas irregularidades na condução fiscal da prefeitura, após a atual gestão denunciar um rombo bilionário nas contas públicas.