Por Sérgio Fontenele, jornalista

O governador Wellington Dias classificou como frustrante a reunião com o presidente Jair Bolsonaro. Aliás, o encontro foi frustrante para quase todos os governadores do País. Nem o próprio governador do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, aliado de Bolsonaro, ficou satisfeito, já que vive dramática situação financeira.

Wellington Dias, em nome dos governadores, apresentou um conjunto de reivindicações importantes. É notória a crítica situação fiscal dos estados, já que a grande maioria está com as finanças quebradas, e diante de um quadro como esse, é urgente tomar medidas, por parte da União, para ajudar as unidades da Federação.

A impressão é a de que Bolsonaro e seus ministros não estão nem aí para os estados. Em resposta à pauta de reivindicações apresentadas, o silêncio de quem ignora seus interlocutores. O presidente não deu qualquer resposta às demandas dos estados.

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, se limitou a prometer um retorno daqui a uma semana. Foram desdenhadas propostas como um plano federal para restabelecer o equilíbrio fiscal dos estados? E o desejo de renovar o pacto federativo, com base na descentralização dos impostos?

Pelo visto, o Governo Federal não quer saber de discutir um novo pacto federativo. Mais do que isso, os sinais indicam que o governo Bolsonaro ignora os estados, sobretudo os do Nordeste. A frustração de Wellington Dias e seus companheiros aumenta as angústias em torno da crise fiscal.

Essa crise é agravada pela recessão da economia, que por sua vez, é prejudicada pela crise política, num ciclo vicioso que paralisa e empobrece o País. E a crise política não será resolvida ou minimizada enquanto o atual governo continuar botando fogo no Brasil. A cada dia, o governo Bolsonaro abre um novo flanco de conflito contra tudo e todos.

Os acontecimentos e atitudes do governo federal estão sempre gerando instabilidade, interna e externa, e isso não é bom. Afastar-se dos governadores – mesmo os de oposição – pode não ser negócio interessante para o bolsonarismo. Ainda que o presidente acredite ter poderes imperiais para governar sem cooperação política.

Vejam o olhar de Bolsonaro para o governador maranhense, Flávio Dino

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