José Teófilo Cavalcante, ex-Presidente do Conselho Estadual de Saúde do Piauí

Você sabia que o trânsito mata mais que qualquer guerra? Pois é.

Responsável por mais mortes que doenças cardíacas, câncer de pulmão, HIV e diabetes mellitus no mundo, o trânsito mata 40 mil brasileiros a cada ano. Mais difícil é calcular a quantidade de hospitalizações, consultas e atendimentos realizados nos serviços de saúde por causas de eventos envolvendo veículos. Estima-se que para cada morte relacionada ao tráfego, sete vítimas permanecem em UTI.

Segundo o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), 400 mil pessoas ficam com algum tipo de sequela após sofrer um acidente e cerca de 60% dos leitos hospitalares do SUS são preenchidos por acidentados.

“O custo é imenso tanto pelas vidas perdidas quanto pelo impacto no SUS”,  diz Ednilsa Ramos pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP/ FIOCRUZ). O trânsito não apenas mata, ele altera vidas, deixa pessoas doentes, com incapacidades temporárias ou permanentes que precisam de ajuda e tratamento.

Ainda segundo o Observatório, os acidentes de trânsito resultam em custos anuais de 52 bilhões para o erário público. Enquanto isso a OMS sinaliza que o trânsito ocupa a posição nada honrosa de PRIMEIRO LUGAR entre as causas de morte em jovens brasileiros na faixa de 15 a 29 anos e também a nona causa de mortes no mundo, superando o número de suicídio ou assassinatos por arma de fogo. Em 2018, foram 1,35 milhão de mortes no mundo. O trânsito mata mais que as doenças cardíacas, câncer de pulmão, HIV e diabete.

O último Relatório da Situação Global da OMS sobre Segurança no Trânsito, divulgado em dezembro de 2018, aponta no Brasil 06 mortes em acidentes com moto para cada 100 mil habitantes. No Piauí o número é bem maior, 22 mortes em acidentes de moto para cada 100 mil habitantes.

 

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