Wellington Dias assume amanhã o governo do Estado do Piauí pela quarta vez.

Algo histórico.

Quatro eleições para governador sendo eleito sempre em primeiro turno.

Em 2002, quando da primeira vez, seu vice foi Osmar Junior, do PC do B.

Em 2006, o vice de Wellington Dias, foi Wilson Martins, do PSB

Em 2014, Margarete Coelho, do Progressista, fez dobradinha de chapa com Wellington Dias.

E, agora em 2018, chapa pura do PT para o governo do Estado: Wellington Dias e Regina Sousa, como sua vice-governadora.

Esta é a novidade deste quarto mandato do Índio.

Outro destaque que se pode fazer é que os eleitores decidiram em 2018 colocar na presidência do Brasil um oposto a Wellington Dias – Jair Bolsonaro que também amanhã será empossado.

Em 2016, houve o golpe que destituiu a legitima presidenta do Brasil, Dilma Rousseff e de lá para cá, Wellington Dias já enfrentou a dificuldade de um governo federal de oposição.

É preciso dizer que desafio pouco para o PT é bobagem. Justamente agora, que terá dois autênticos representantes seus no comando do governo estadual, o governo federal estará comandado por alguém que odeia o PT. O governo central além de opositor é inimigo, o que indica que o quarto mandato de Wellington Dias não será nada fácil.

Mas, e a novidade da chapa pura petista para o governo na figura de Regina Sousa, o que pode representar?

Primeiro, tranquilidade para o PT. Fosse outro o vice, a dor de cabeça política teria início em 02 de janeiro. Com Regina Sousa na vice governadoria, o PT já sabe, desde já, que estará presente nas discussões da sucessão em 2022 de forma séria, correta e respeitosa ao Partido.

Com seu modo sério de ser, apoiando Wellington Dias em tudo como sempre fez desde que se conheceram, Regina Sousa é também uma certeza de co-administração do governo. Não será alguém a fazer complô contra o titular.

Se de Brasília os sinais são de dificuldades; no nível local, Wellington Dias tem a tranquilidade de contar com alguém com competência para tocar as coisas do governo liberando-o para buscar (talvez no estrangeiro) os recursos que o Estado precisa e que Bolsonaro, com certeza, negará.

Regina Sousa foi forjada na época áurea da reorganização da esquerda brasileira através da prática do sindicalismo e da cidadã participação política.  Não só a austeridade governamental sairá ganhando, o social também estará contemplado.

Escolado pela vivencia de outros 3 governos, pelo que pode estudar neste período, pela sua aguçada sensibilidade para as necessidades dos piauienses e pelo esteio na vice-governadoria, apesar de todas as dificuldades que Wellington Dias encontrará em Brasília, poderá terminar o mandato que se inicia entrando para a História do Piauí, não só pelos números eleitorais, mas, principalmente, pelo que fez para o progresso deste povo.

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