Ontem, o ator José de Abreu ironizou o governo de Jair Bolsonaro e a sua decisão de apoiar a oposição golpista liderada por Juan Guaidó, presidente do parlamento venezuelano que se autoproclamou presidente do país para tentar derrubar o presidente Nicolás Maduro.

“Acabei de me proclamar Presidente do Brasil. Quem me apoia?”, escreveu o ator. “Vamos exigir respeito à minha autodeclarada Presidencia como estão dando para o venezuelano. Porque ele tem e eu não?”, brincou o ator.

“Eu, auto declarado Presidente do Brasil, exijo que Lula seja solto para assumir o Ministério dos Justos”, completou. Os internautas não perderam tempo e deram continuidade a gozação. “Brasil acima de tudo Zé de Abreu acima de todos”, disse um seguidor.

Logo em seguida deputados do PT repercutiram a brincadeira do ator global apimentando ainda mais o tema.

E hoje, o editor do site Brasil 247, Leonardo Attuch, falou sério em seu portal de noticias:

                              Peça ajuda humanitária, presidente Zé de Abreu

“A Venezuela é aqui. No Brasil, a desigualdade cresce há 16 trimestres consecutivos, ou seja, desde que a presidente Dilma Rousseff foi derrubada sem crime de responsabilidade. O desemprego se mantém em alta e cresce em todas as capitais. E o que se vê no horizonte é ainda mais grave, com a perspectiva de que os idosos de hoje e de amanhã sejam jogados na miséria, com o fim das aposentadorias públicas.

Se não bastasse a destruição econômica, o Brasil vive a mais profunda degradação ética e moral. A ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, acusada de sequestrar uma criança indígena, discursa nas Nações Unidas e “se esquece” de citar o nome de Marielle Franco – aliás, quem matou Marielle e Anderson? O ministro da Educação, Vélez Rodriguez, aquele que chama brasileiros de ladrões e canibais, pede às escolas que filmem crianças recitando o slogan de Jair Boisonaro – heil, Hitler. E o inacreditável chanceler Ernesto Araújo sugere que se abra um corredor de passagem na Amazônia para que soldados americanos promovam a primeira guerra na América do Sul, em 150 anos.

Tudo isso é absurdo e grotesco, mas a sociedade brasileira tem se mostrado incapaz de se levantar com as próprias pernas. Ela se mantém encurralada por meios de comunicação que ainda apoiam Jair Bolsonaro, justamente porque ele oferece uma cenoura ao capital: a promessa de que liquidará com as aposentadorias e com o que resta de estado de bem-estar social no Brasil.

Diante disso, a melhor notícia do ano foi a decisão do ator José de Abreu de se autoproclamar presidente da República, assim como fez Juan Guaidó na Venezuela. Zé de Abreu já declarou que “nossa bandeira jamais será laranja” e prometeu acabar com aposentadorias e pensões especiais das mais variadas castas da sociedade – incluindo filhas casadas que fingem ser solteiras, como a Maitê Proença. Também prometeu indultar o ex-presidente Lula, que, em condições democráticas normais, hoje seria presidente da República. Afinal, o país que prende opositores para impedi-los de disputar eleições é o Brasil – não a Venezuela.

Zé de Abreu, no entanto, não será capaz de libertar o Brasil da opressão, da burrice, da ignorância e do obscurantismo sem ajuda internacional. É urgente que os democratas de todas as partes do mundo o apoiem na construção de uma frente internacional de ajuda humanitária para que o Brasil volte a ser Brasil.”

 

 

 

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