Por Luis Felipe Miguel, professor

Marcos Pontes entrou no governo como uma espécie de nulidade áurea. Era o astronauta “esperto”, que tentava desesperadamente arranjar jeitos de lucrar com sua semicelebridade – e acabou como vendedor do falso travesseiro “da NASA”.

A notoriedade lhe rendeu, enfim, uma prebenda. Tornou-se ministro, mesmo sem saber patavina de ciência ou tecnologia. Sua mania de ir a reuniões vestido com o traje espacial parecia condená-lo à posição de bobão-mor em um governo farto em patetas.

De repente, Pontes mudou o jogo. Enquanto seus colegas ingressavam no festival de barbaridades que continuamos a testemunhar, ele limitava-se a repetir o óbvio – que é preciso investir em pesquisa. Em contraste com outras áreas, as nomeações no MCTIC pareciam obedecer a algum critério de competência.

Com a competição em tão baixo nível, ele se destacava como o “melhor” ministro do governo.

Agora, no episódio do INPE, Marcos Pontes perdeu a chance de mostrar dignidade e rebaixou-se novamente à sua verdadeira estatura. Curvou-se ao arbítrio criminoso do governo. Para piorar, sempre fingindo que não entendia o que estava acontecendo – e, como cereja do bolo, aquela nota patética de despedida ao Ricardo Galvão, terminando com “saudações espaciais”.

O destino dele é mesmo ser mascate de travesseiro. Ainda vamos reencontrá-lo no Polishop: compre dois e ganhe de brinde uma pulseirinha de nióbio.

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