Que o Piauí se previna para não ser protagonista de tragédias tais quais as nacionais.

A eleição de Bolsonaro tornou o Brasil um local cuja as consequências de atos práticos têm se tornado aterrorizador.

No rastro da eleição de Jair Bolsonaro ficou aquela sensação de que agora tudo é possível.

Estamos num país onde há licença para matar.

A campanha foi o momento de Bolsonaro fazer apologia à violência.

Ensinou criança a fazer “arminha” com o dedo, gesticulou e verbalizou a necessidade de metralhar petistas e outras baboseiras mais.

Eleito e empossado uma das primeiras medidas anunciadas foi a flexibilização do acesso às armas de fogo.

E que Brasil se desenha em 2019?

É o do massacre de Suzano, do jovem negro (Pedro Henrique Gonzaga ) estrangulado no Extra, dos 80 disparos de homens do exército contra um carro de um família carioca.

Mas a culpa não é só de Bolsonaro. Só ele autorizou o liberou geral?

Não!

No Rio de Janeiro, das salas dos fóruns de Justiça, saiu o novo governador carioca, Wilson Witzel:  um advogado e ex-juiz federal que quer treinar atiradores de elite para abater criminosos em favelas do Rio. Ele disse que dificilmente esses policiais atiram em inocentes, e falou que a ordem é para atacar quem quer que esteja na frente dos policiais, mesmo que seja um bandido de costas.

Para não ficar atrás o governador de São Paulo, João Dória, homenageou policiais que participaram da ação que terminou com 11 suspeitos mortos durante uma tentativa de roubo a banco em Guararema.

Esses agentes públicos assim agem porque acreditam na força bruta como um eficaz corretivo social, mas também se aproveitam destes argumentos para viabilizarem seus projetos políticos/eleitorais.

E o Piauí?

Aqui nesta semana circulou pelas redes sociais cenas de policiais provavelmente da cidade de Piripiri que espancavam um preso algemado dentro das dependências de um prédio público.

O comandante da segurança no Estado é o policial militar, Fábio Abreu, deputado federal e alçado à condição de Secretário Estadual de Segurança Pública pelo governador Wellington Dias, para sua segunda passagem naquela pasta.

Quando da primeira vez como Secretário, Fábio Abreu já fora protagonista de uma cena espetaculosa.

Foi em dezembro de 2015. Andando pelo bairro Dirceu Arcoverde, de Teresina, ele presenciou um assalto. O assaltante foi preso e uma viatura foi chamada para a conduzi-lo ao distrito policial. Neste meio tempo Fabio Abreu deixou-se fotografar pisando sobre o pescoço daquele que já estava imobilizado.

Agora em 2019, ao tomar posse no segundo mandato de Secretário de Segurança, numa solenidade oficial de governo, Fábio Abreu ostentou um fuzil durante seu discurso de posse.

Como reclamar agora dos policiais de Piripiri?

O governador Wellington Dias é um homem da paz. Costuma encerrar seus discursos pedindo aos presentes que se deem as mãos e rezem o Pai Nosso.

O Secretário de Segurança optou por seguir os gestos do Presidente da República e não os do governador do Estado.

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