O Instituto da Mulher Negra do Piauí-AYABÁS, realiza uma vasta programação
durante todo mês de julho, em alusão ao 25 de Julho – Dia Internacional da Mulher Negra
Latino-americana e Caribenha e Dia de Tereza de Benguela. A programação integra o
“JULHO DAS PRETAS/2019”, realizada regionalmente através da Rede de Mulheres Negras
do Nordeste, e que esse ano traz como tema “MULHERES NEGRAS POR UM PIAUÍ
LIVRE”, colocando em pauta a participação e representação política das mulheres negras nos diferentes espaços políticos do estado, através de um olhar crítico sobre as estratégias de participação, com agendas apresentadas por entidades de todo o estado, no enfrentamento ao racismo e fortalecimento das mulheres negras.

O dia 25 de julho foi instituído pela ONU como o Dia Internacional da Mulher Negra
Latino-Americana e Caribenha durante o 1o Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e
Afro-caribenhas, na República Dominicana, em 1992. A data foi escolhida como marco
internacional da luta e resistência da mulher negra. Desde então, vários setores da sociedade atuam para consolidar e dar visibilidade a esta data, tendo em conta a condição de opressão de gênero, raça e etnia vivida pelas mulheres negras. No Brasil, o 25 de Julho foi instituído pela Lei 12.987 de 02/06/2014, como Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.

O objetivo da comemoração do 25 de julho é ampliar e fortalecer as organizações de
mulheres negras, construir estratégias para a inserção de temáticas voltadas para o
enfrentamento ao racismo, sexismo, discriminação, preconceito e demais desigualdades
raciais e sociais. É um dia para ampliar parcerias, dar visibilidade à luta, às ações, promoção, valorização e debate sobre a identidade da mulher negra brasileira. Nesse sentido, as mulheres negras piauienses, através do AYABÁS, também se organizam e discutem suas problemáticas específicas, buscando atuar prioritariamente na formação das mulheres negras, especialmente jovens negras, objetivando uma maior consciência de sua realidade, dos seus direitos e estratégias necessárias para superação das desigualdades existentes.

Estudos mostram que no Brasil as mulheres são maioria e representam 51,2% da
população, sendo 46% delas pretas e pardas. No Nordeste 69,6 % das mulheres são negras.Dados apontam que a mulher negra está na base da pirâmide social, com os piores salários, as colocações menos prestigiadas e sofrendo violências de toda ordem, inclusive física e sexual.

Ainda de acordo com pesquisas, apesar de a mulher negra estudar mais que o homem negro, possui salários mais baixos. A combinação entre machismo e racismo vitima, cotidianamente, a mulher negra. Mulheres negras no Piauí morrem mais do que as não negras (brancas, amarelas e indígenas), confirma o Atlas da Violência 2018, compilando dados de 2006 a 2016. Por esses e vários outros dados, é que o Instituto da Mulher Negra do Piauí em parceria com o Fórum de Mulheres Negras do Piauí, realiza uma programação reunindo as mulheres negras e o público em geral, para ampliar essas discussões e visibilizar a luta das mulheres negras piauienses/brasileiras. As atividades incluem rodas de diálogos, oficinas, palestras, intervenções midiáticas, lançamentos de livros e encerra com a realização de uma feira com a produção de empreendedoras negras de Teresina e o show “Elas Encantam”, potencializando cantoras negras.

A programação tem apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Piauí (SECULT-PI)
através do Memorial Esperança Garcia, Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres de Teresina (SMPM), Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMAM),
Fundação Cultural Monsenhor Chaves/PMT, entre outras parcerias.

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