Por Claudio Gil Araujo, no facebook

Meus amigos e seguidores. O voto pode ser secreto. O meu nunca foi secreto e será “muito” público dessa vez. Sou filho caçula de um juiz federal e neto de um desembargador. Sou, e sempre serei, contra a corrupção, ativa ou passiva, explícita ou disfarçada. Todavia, sou ainda mais avesso à mentira, na moda antiga ou na sua versão moderna e digital, as fake news. Detesto violência em todas as suas formas, o que me leva a ter total desprezo pelas armas. Jamais manuseei uma.
Estudei medicina por opção e na formatura pela Medicina da UFRJ em 1979, há quase quarenta anos atrás, jurei nunca fazer ou promover o mal, o dano, a lesão e a morte.
TENHO HORROR A QUALQUER TIPO DE TORTURA, e por consequência, a todos que a promovem ou a idolatram. Isso é um critério inegociável de exclusão para alguém poder ter meu apoio para qualquer coisa ou cargo.
Tenho uma grande responsabilidade social e não fujo dela. Por décadas, atuo como médico, pesquisador e professor. Sempre procurei dar o melhor de mim, não só como profissional mas, principalmente, como ser humano. Nessa trajetória de vida, atendi alguns milhares de seres humanos que me procuraram para melhorar ou recuperar sua saúde, eduquei e formei milhares de médicos, educadores físicos e outros profissionais de saúde e beneficiei milhões de indivíduos de todas as idades, pelo mundo afora, com minhas pesquisas e meus artigos, livros etc. Não posso e não devo decepcioná-los nesse momento.
Muito mais ainda, seria vergonhoso se eu falhasse com minha querida família – esposa, duas filhas e dois netos -. Se eu me omitir agora, como vou poder olhá-los de frente? como vou poder responder aos meus netos, quando eles ficarem maiores e me perguntarem: “vovô o que você fez naquele momento de tanto risco à nossa democracia?”.
Não há escolha de Sofia, esse é um falso dilema. Não é uma questão de divergência política ou ideológica, é democracia sim ou não. No segundo turno da eleição presidencial para o Brasil, vários candidatos seriam moralmente aceitáveis, menos um.
Escrevo, posto e grito, a plenos pulmões, #elenão.
No dia 28 de outubro de 2018, o meu voto é HADDAD 13.

Claudio Gil Araujo, graduou-se em Medicina em 1979 (internato como Research Fellow da McMaster University). Cursou especialização em Medicina Desportiva em 1980, mestrado em 1982 e doutorado em 1987 na área de Ciências Biológicas (Fisiologia), todos na UFRJ. Fez pós-doutorado em Fisiologia e Medicina do Exercício na McMaster University – Canadá em 1993. Lecionou na UNIFOA, na Universidad Autonoma de Guadalajara, na UFRJ, na UFF (1984-2000) e na Universidade Estácio de Sá, tendo, nessa última, coordenando o Curso de Especialização em Medicina do Exercício e do Esporte de 1997 a 2009. Foi médico do Serviço de Cardiologia do HUCFF/UFRJ entre 1984 e 2002 e coordenador da Comissão de Investigação Científica desse hospital de 1990 a 1994. Foi professor titular do Programa de Pós-Graduação (stricto-senso) em Ciências do Exercício e do Esporte da Universidade Gama Filho (1998-2013). Entre março de 2014 e 2016, foi professor visitante senior do Instituto do Coração Edson Saad da UFRJ. Atua em Medicina do Exercício e do Esporte, incluindo ações como médico de delegações desportivas brasileiras em competições no exterior, coordenação de exames médico-funcionais de atletas olímpicos brasileiros e no controle de dopagem dos Jogos Panamericanos de Indianápolis 1987 e do Rio de Janeiro 2007. Colabora eventualmente com o COB e a CBF, participa da Câmara Técnica da especialidade no CREMERJ e atuou voluntariamente no Médicos Solidários. 

 

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