No Brasil, com o usurpador Temer e, agora, com a eleição do homem que deu uma fraquejada ao conceber uma filha, estamos a anos luz da Escócia. Mas, é assim que caminha a humanidade, 57 milhões de brasileiros decidiram que o destino do país é caçar “viados”, “sapatões” e exterminá-los.

O site O Cafezinho traz notícia sobre aprovação na Escócia de aulas em escolas públicas sobre LGBTI. Aqui no Brasil, nós continuamos entoando Chico: “apesar de vocês (o plural é por minha conta) amanhã há de ser novo dia”!

ESCÓCIA É PRIMEIRO PAÍS A INCLUIR AULAS LGBTI EM ESCOLAS PÚBLICAS

O objetivo das aulas é fazer com que “todos as crianças e jovens LGBTI se sintam seguros, apoiados e incluídos na escola”. Mas também “promover a tolerância e as relações positivas” entre todos. Iniciativa governamental é estreia mundial.

A Escócia vai ser o primeiro país a lecionar, em todas as escolas públicas, os direitos das pessoas lésbicas, gay, bissexuais, transgénero e intersexo. O plano curricular vai passar a integrar a história dos movimentos que lutam pela igualdade da comunidade LGBTI, bem como discutir formas de explorar a terminologia e a identidade de gênero e combater a homofobia, bifobia e a transfobia.

O vice-primeiro-ministro escocês, John Swinney, apresentou no Parlamento, a 8 de Novembro, o relatório e as linhas de recomendação do grupo de trabalho Educação Inclusiva LGBTI. Estabelecido em Abril de 2017, o grupo foi liderado pelos representantes da campanha Time for Inclusive Education (TIE) e juntou dez comissões e associações tanto governamentais como não-governamentais — e até católicas. O governo escocês “aceitou por completo” todas as 33 propostas que resultaram da discussão.
“A Escócia já é considerada um dos países europeus mais progressivos na igualdade das pessoas LGBTI”, começou por dizer o vice-primeiro-ministro, referindo-se à sua proteção legal. “Estou encantado por anunciar que vamos ser o primeiro país no mundo a introduzir educação inclusiva no currículo escolar.”

O governo comprometeu-se a assegurar formação para atuais e futuros professores, melhorar a monitorização para assegurar a inclusão e facilitar o registo de queixas de bullying. As aulas dedicadas à inclusão e igualdade vão ser “transversais a diferentes idades e diferentes disciplinas, agrupadas em vários temas”. Os “fatos vão ser apresentados de foram objetiva e sensível”. O objetivo é fazer com que “todas as crianças e jovens LGBTI se sintam seguros, apoiados e incluídos na escola” mas também “apoiar todos os estudantes para celebrarem as suas diferenças, promovendo a tolerância e as relações positivas”.

“Estas recomendações representam esforços para adotar uma abordagem educacional para lidar com o preconceito contra jovens LGBTI”, escreve a LGBT Youth Scotland, uma das associações de voluntários que trabalha na área da inclusão social. “Os jovens LGBTI dizem sentir-se excluídos ou sub-representados da própria experiência de aprendizagem. A implementação das recomendações do grupo de trabalho são uma excelente oportunidade para assegurar que a Escócia é o melhor país para estas crianças e jovens crescerem e atingirem o seu potencial máximo”, disse o diretor executivo da organização.

Jordan Daly, co-fundador da TIE, campanha que se iniciou em 2015 e que vê aqui a sua “maior vitoria”, descreveu a aprovação das aulas de inclusão LGBTI como “um momento histórico” para o país que mostra, aos jovens desta comunidade, “que são valorizados na Escócia”. “A educação é uma das principais ferramentas ao nosso dispor para lidar com o bullying, preconceito e discriminação — é assim que se dá forma ao tecido da nossa sociedade.”

A Escócia descriminalizou a homossexualidade apenas em 1980, 13 anos depois da Inglaterra e do País de Gales. Até 2000, era proibido por lei “promover intencionalmente a homossexualidade” nas escolas escocesas.

Em 2016, relembra o Guardian, o antigo líder do Partido Trabalhista Escocês disse que o país tinha “o parlamento mais gay do mundo”, já que quatro dos seis líderes dos principais partidos ali representados se identificavam como lésbicas, gays ou bissexuais. No entanto, o mesmo jornal publicou esta semana uma reportagem que denunciava “o falhanço iminente das propostas de educação sexual” do governo escocês, para as escolas.

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