Por Sâmia Menezes, jornalista

O Governo do Piauí, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), se comprometeu nesta sexta, 28, a reduzir a mortalidade materna em 21,5% até 2023. O estado tem uma das três maiores taxas de mortalidade materna do país e estudos apontam que 92% dos casos poderiam ser evitados.

A Organização Mundial de Saúde define morte materna como a morte de uma mulher durante a gestação ou dentro de um período de 42 dias após o término da gestação, independentemente da duração ou da localização da gravidez, devido a qualquer causa relacionada ou agravada pela gravidez, ou por medidas em relação a esta, porém, não devido a causas acidentais ou incidentais.

Enquanto a média nacional em 2016 ficou em 64 óbitos, no Piauí, a média foi de 108. No ano de 2014, a média foi de 86, número superior a estabelecida pela Organização Mundial da Saúde, que é de 20 óbitos.

Segundo relatório da Mortalidade Materna do Estado do Piauí, no período de 2010 a 2019, 44,8% dos óbitos ocorreram na faixa etária de 20 a 29 anos; seguido de 30, 4% na faixa etária de 30 a 39 anos. Quanto às causas dos óbitos maternos no estado ao longo dos últimos 10 anos foram causas obstétricas diretas, com predominância de hemorragias (15,9%); seguido de eclampsia (15,1%), infecções puerperais (8,4%), transtornos hipertensivos (7,3%) e complicações de aborto (6,9%).

A Secretaria de Saúde elaborou o Plano Estadual de Ação para Redução da Mortalidade Materna e na Infância (2019 a 2023), que foi entregue pelo secretário de Estado da Saúde, Florentino Neto, à coordenadora da Secretaria Executiva da Rede Nacional Primeira Infância (RNPI), Miriam Pragita, que está na capital com agenda relacionada à Primeira Infância.

De acordo com o secretário de Saúde, Florentino Neto, o Plano Estadual propõe medidas de intervenção para evitar as mortes maternas, fetal e infantil. “A meta do governo é reduzir os índices de mortalidades, uma das medidas adotadas é o investimento na prevenção por meio de um pré-natal bem acompanhado”, destaca o gestor.

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