Era janeiro de 1982, amanheceu o dia 20 e tomei logo uma providência, ir à banca de revista mais próxima para comprar um jornal e saber o resultado do vestibular que tinha feito. Sim, naquele tempo, era o jornal impresso que informava quem estava aprovado. Para minha alegria, meu nome estava lá. Mas aquele jornal trazia outra notícia que entristeceria todo o Brasil: a cantora Elis Regina estava morta!

Iniciei meus estudos na faculdade (a Metodista de São Bernardo do Campo). Logo, desencadeávamos uma greve para destituir o reitor. Naquele mesmo ano começava a trabalhar no então INPS, e após somente três meses de trabalho já estava à frente de outra greve, desta vez no serviço público – onde era proibida a prática da paralisação.

Nos estudos, na vida laboral ou noutros momentos da existência você sempre tem a trilha sonora da sua vida. Além de Luiz Gonzaga, seus baiões e o brado de Vozes da Seca, quem também fazia parte do que ouvia era Elis Regina, Joao Bosco, Gonzaguinha, Zé Geraldo, o conjunto Lingua de Trapo, Chico Buarque, Milton Nascimento, Belchior, Gilberto Gil, entre tantos.

Este povo embalou minha juventude e ainda hoje me embala!

Vamos dar um pulo de 36 anos no tempo.

Estamos às vésperas da realização do segundo turno da eleição presidencial do Brasil e vivemos um drama: de segunda em diante o que será deste país, uma democracia ou a barbárie?

Estou empolgado na campanha de Fernando Haddad. E aí, eis que recebo o vídeo a seguir.

A voz é dela! Inconfundível, vibrante, rasgando emoções, a saudosa gaúcha Elis Regina entoando os versos do enigmático cearense Belchior.

As imagens do vídeo mostram a minha linha do tempo.

Segura a emoção!

Da para imaginar como fica o coração deste velho militante que acredita que “o novo sempre vem”?

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