Mal dezembro começou e junto com ele um forte inverno – que para nós nordestinos é a temporada de chuvas.

As águas de dezembro, pela quantidade e intensidade, deixaram todos surpresos.

Teresina é uma cidade que tem problemas diversos com a chegada das águas.

Alguns pontos facilmente se alagam.

No passado, os bairros Poti Velho e Mocambinho, locais que marcam o encontro dos rios Poti e Parnaíba, sofreram em demasia com as chuvas de dezembro e de início de ano.

Outro cartão postal dos alagamentos de Teresina é a zona leste da capital, mais especificamente, as avenidas Dom Severino e Homero Castelo Branco.

Os problemas são muitos e os recursos para as obras que possam resolve-los são escassos.

Escoamento de água de chuva é saneamento básico.

E saneamento básico é uma das políticas públicas que requer muito dinheiro.

Como imaginar que os escassos cofres da prefeitura de Teresina e do governo do Piauí encontrem recursos para aplicar no saneamento da cidade?

Esta política pública tem que receber atenção especial (recursos) do governo Federal.

Foi pensando assim que Lula, quando presidente da República, criou o PAC em 2007. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) promoveu a retomada do planejamento e execução de grandes obras de infraestrutura social, urbana, logística e energética do país.

Dentro desta lógica do PAC enquadrou-se a precária situação da zona leste de Teresina quanto aos alagamentos. Com recursos provenientes do PAC Mobilidade, foram previstas obras de galerias na zona leste da capital. A previsão inicial falava de investimento de aproximadamente R$ 46 milhões, aplicados com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com a contrapartida da Prefeitura de Teresina em torno de R$ 14 milhões e término em 2016.

O pensarpiaui já havia tratado deste assunto, aqui.

Como se vê a obra não foi concluída no tempo previsto e ainda está longe de terminar.

Mas para a aflição do teresinense há outro problema.

O que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, tem falado sobre cidades e saneamento básico? Qual a sua política (projeto) de investimento neste setor?

Algumas vozes podem dizer: “o homem não assumiu ainda, deixa ele ser presidente”.

E aí, é preciso concordar. Jair Bolsonaro tem este tempo.

Embora, noutras questões, ele seja explícito. Por exemplo, com relação às questões de capital e trabalho ele disse: “é horrível ser patrão no Brasil”!

Por aí, no que depender de recursos federais, o teresinense terá que enfrentar ainda muitos alagamentos e quem sabe dizer: “são horríveis os alagamentos de Teresina”.

 

 

 

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